Aston Martin pôs combustível demais e deu ordem para Vettel queimar: o erro na Hungria

Quase um mês passou, mas agora que a história da desclassificação de Sebastian Vettel após a segunda colocação no GP da Hungria

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O começo da temporada 2021 foi complicado para Sebastian Vettel na casa nova e, mesmo conforme as coisas melhoravam a olhos vistos, faltava um grande momento para de fato servir de marco da chegada do tetracampeão à Aston Martin. Veio na Hungria, com muita sorte das circunstâncias, sim, mas um segundo lugar e ida ao pódio para registrar. Pena para eles que durou apenas algumas horas: ainda no domingo, a FIA anunciou a desclassificação de Vettel. Agora, a história do que aconteceu aparece de maneira mais completa.

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O motivo da exclusão foi um tanto quanto claro: Vettel não tinha o suficiente de combustível exigido pela FIA, nem perto, na verdade, após chegar à inspeção. Decisão até que simples. A FIA exige 1 l de combustível no tanque após o fim da corrida, mas o carro #5 tinha apenas 0.3 l.

“O tanque devia ter vazado a olhos vistos para os comissários da FIA se quiséssemos ter uma chance”, disse o gerente-esportivo da Aston Martin à revista alemã Auto Motor und Sport, que trouxe as informações.

De acordo com o veículo, uma parte do combustível que devia estar lá evaporou por conta de uma falha no tanque de combustível. Algo que só ficou claro em análise realizada na fábrica de Silverstone após a corrida.

De qualquer maneira, o problema começou antes. A Aston Martin colocou combustível demais antes da largada em Hungaroring. Com a percepção do que estava acontecendo, deu a ordem para Vettel lançar mão do ‘Modo Queima de Combustível’, presente em todos os carros e utilizado sobretudo em classificação, mas para ser usado por um longo período.

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“Por causa da chuva, a corrida foi mais lenta que pensávamos no começo. Quando você decide a quantidade de combustível que vai usar, não dá para mudar mesmo depois da relargada”, avaliou.

Mesmo assim, tudo parecia normal. “Somente na última volta ficou claro que alguma coisa estava errada”, afirmou Vettel. A bomba de combustível já mostrava pressão negativa, mas os cálculos da equipe de engenharia davam a entender que havia combustível o bastante. Vettel terminou a corrida e levou o carro de volta ao pit-lane. Não havia o bastante.

E se tivesse feito o mesmo que George Russell, que parou na pista logo após a bandeira quadriculada? Segundo Stevenson, não dá para dizer ao certo, “mas teria sido apertado”. A revista diz que Russell tinha cerca de 0.9 l no tanque, um valor que, apesar de estar abaixo do exigido, faz com que a FIA faça vista grossa com a justificativa de que sempre se espera que cerca de 0.1 l fique preso no tanque.

Sem os 18 pontos marcados por Vettel inicialmente na Hungria, a Aston Martin chega para a segunda parte da temporada na sétima colocação do Mundial de Construtores e 29 e 20 pontos, respectivamente, atrás de Alpine e AlphaTauri.

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