Aston Martin impõe limite máximo de voltas na Austrália: “Risco de lesão permanente”

Adrian Newey explicou que a vibração do motor Honda impacta o chassi e, consequentemente, as mãos dos pilotos, que suportariam, no máximo, 25 voltas sequenciais sem risco de lesão permanente

A Aston Martin confirmou na noite desta quarta-feira (manhã de quinta-feira, 5, em Melbourne) que Fernando Alonso e Lance Stroll não completarão as 58 voltas do GP da Austrália, que abre a temporada 2026 neste domingo. O anúncio foi feito pelo chefe e projetista da equipe, Adrian Newey, que revelou que as vibrações causadas pelo motor Honda afetam até mesmo o lado físico dos pilotos, com risco de lesões permanentes nos nervos das mãos.

A estimativa dada por Alonso é que seja possível dar, no máximo, 25 voltas. Já Stroll é mais pessimista e diz que o limite de voltas sequenciais sem que haja riscos para a saúde é de 15 giros. Em entrevista coletiva em Melbourne, Newey detalhou como a vibração do motor afeta a pilotagem dos pilotos.

“O importante a entender, porém, é que a bateria é o item em que temos nos concentrado, pois é o elemento crítico. Sem revelar detalhes técnicos, o que conseguimos para este fim de semana, testado no dinamômetro, ao longo do fim de semana, foi chegar à solução que propusemos e que usaremos aqui em Melbourne”, disse o britânico.

“Isso reduziu com sucesso e de forma significativa a vibração que entra na bateria. Mas o que é importante lembrar é que, efetivamente, a unidade de potência, ou seja, a combinação do motor de combustão (ICE) e, possivelmente, também do MGU, é a fonte da vibração; é o amplificador”, continuou.

Fernando Alonso aposta em 25 voltas sem que haja riscos para a saúde (Foto: Aston Martin)

“O chassi é, nesse cenário, o receptor. Um chassi de carbono é uma estrutura naturalmente rígida com muito pouco amortecimento. Portanto, não fizemos nenhum progresso na transmissão dessa vibração para o chassi. Essa vibração no chassi está causando alguns problemas de confiabilidade. Espelhos caindo, luzes traseiras caindo, todo esse tipo de coisa, que temos de resolver”, completou.

A parte da confiabilidade ficou evidente nos testes coletivos da pré-temporada, realizados no Bahrein. A Aston Martin foi a equipe que menos andou nos seis dias, dando apenas 334 voltas. Só que os pilotos também estão sofrendo com o problema — a parte mais alarmante, na visão de Newey.

“O problema muito mais significativo com isso é que essa vibração é transmitida, em última instância, para os dedos do piloto. Fernando acha que não pode dar mais do que 25 voltas consecutivas antes de correr o risco de lesões nervosas permanentes nas mãos. Lance é da opinião de que não pode dar mais do que 15 voltas antes desse limite”, admitiu.

“Portanto, acho que não faz sentido ser aberto e honesto nesta reunião sobre nossas expectativas. É algo lamentável, Koji [Watanabe, presidente da divisão esportiva da Honda] e eu não tivemos a oportunidade de discutir adequadamente antes. Teremos de ser muito restritos quanto ao número de voltas que faremos na corrida até descobrirmos a origem da vibração e melhorarmos essa vibração na fonte”, avaliou.

Apesar da situação totalmente fora do esperado, Newey insistiu que a Aston Martin tem potencial para brigar no meio do pelotão, próxima ao top-4.

“Analisando nosso pacote, não sinto que tenhamos deixado passar nada. Portanto, acredito que o carro tem um enorme potencial de desenvolvimento. É claro que precisaremos de algumas corridas para atingir todo o nosso potencial. Temos um plano de desenvolvimento bastante ambicioso em andamento. Então, acho justo dizer que, aqui em Melbourne, estamos um pouco atrás dos líderes”, seguiu.

“Provavelmente, diria que somos a quinta melhor equipe, então temos potencial para chegar ao Q3 em termos de chassi. Obviamente, não é onde queremos estar, mas temos potencial para estar na frente em algum momento da temporada”, encerrou.

Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 5 a 8 de março, com o GP da Austrália, abertura da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 122:300:3002:3003:30
Treino livre 202:0004:0006:0007:00
Treino livre 322:300:3002:3003:30
Classificação02:0004:0006:0007:00
Corrida01:0003:0005:0006:00

*Horário de Brasília

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