GUIA 2026: Racing Bulls inicia era sem Marko e dividida entre formadora e concorrente

Sem o dedo de Helmut Marko, Racing Bulls conta com estreante Arvid Lindblad e motor Red Bull Ford como trunfos para brigar pelo posto de "melhor do resto" na Fórmula 1 2026

A Racing Bulls embarca na temporada 2026 em uma nova era. Pela primeira vez na história, o time ‘B’ da Red Bull não terá o dedo do consultor austríaco Helmut Marko, que deixou o grupo ao fim de 2025. Agora, a esquadra de Faenza encara um curioso dilema nos próximos meses: a divisão entre ser uma equipe capaz de competir e brigar em um pelotão intermediário aberto ao mesmo tempo em que segue fornecendo talentos para a matriz.

O saldo de 2025 foi positivo, por sinal. Isack Hadjar foi um dos principais novatos da temporada, superando a estreia desastrosa na Austrália e surpreendendo com um pódio no GP dos Países Baixos. A Red Bull não hesitou e optou por escolher o francês para substituir Yuki Tsunoda na equipe principal a partir de 2026, o que abriu espaço para um novo talento: Arvid Lindblad.

Com apenas 18 anos de idade, o inglês Lindblad é uma espécie de Andrea Kimi Antonelli do grupo Red Bull. Ele entrou para a academia de pilotos do time de Milton Keynes ainda quando estava no kartismo, com 14 anos de idade. Com a transição para os monopostos, rapidamente fez campanhas de destaque na Fórmula 3 e na Fórmula 2, onde virou também o mais jovem vencedor de corridas da história do campeonato.

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Liam Lawson (Foto: Racing Bulls)

Ao seu lado, estará Liam Lawson, que foi mantido na equipe. Depois de uma passagem curta e desastrosa pela Red Bull no início de 2025, o sentimento era de que o neozelandês sucumbiria ao mesmo caminho de Daniil Kvyat, que jamais superou o rebaixamento de volta ao time de Faenza, mas conseguiu dar a volta por cima. Não foi mais impressionante que Hadjar, mas teve boas performances que contribuíram para um sexto lugar da Racing Bulls no Mundial de Construtores.

Entre outras novidades, a principal delas é a estreia do motor Red Bull Ford, finalmente inaugurando a parceria anunciada anos atrás. Dan Fallows, que passou pela equipe principal e esteve na Aston Martin nos últimos anos, está de volta ao conglomerado, agora para ser o diretor-técnico da Racing Bulls. As primeiras opiniões sobre a nova unidade de potência foram positivas.

“Somos uma equipe cliente, então pegamos nosso motor da Red Bull Ford. Eles estão, obviamente, muito envolvidos nisso com o órgão regulador e com a F1. Temos de confiar nesse processo e confiar na FIA. Eles têm procedimentos muito robustos, vários grupos de trabalho, e os regulamentos de governança são bastante claros. Precisamos deixar a FIA, a F1 e as equipes resolverem isso. Não cabe a mim ou à nossa equipe, como cliente, envolver-se diretamente nisso. Não é que não nos importe, mas não é algo para nos envolvermos ativamente”, declarou Alan Permane, chefe de equipe.

Na pré-temporada, o principal destaque ficou por conta da quilometragem adquirida. Na segunda semana de testes no Bahrein, por exemplo, a Racing Bulls deu 407 voltas, andando menos apenas que a Mercedes. Lindblad, por sinal, foi o piloto que mais guiou, completando 240 giros. Em termos de tempos cronometrados, o time não chamou tanta atenção, sendo a equipe com apenas a oitava marca mais rápida em Sakhir.

Liam Lawson (Foto: Red Bull Content Pool)

No geral, a expectativa para a Racing Bulls é positiva. Afinal, o time vem de uma temporada positiva, passou por mudanças sutis e demonstrou bastante confiabilidade nos testes de pré-temporada. O otimismo aumenta quando a Williams, única equipe do meio de pelotão a terminar à frente em 2025, passou por meses desastrosos e regrediu. A preocupação passa a ser com a crescente de Haas e Audi, que chamaram mais atenção no Bahrein.

Com uma dupla que aparenta ser boa e consistente em Lindblad e Lawson, fica a missão para desbloquear desempenho que ainda não foi visto nos testes. E o equilíbrio de todos os lados pode ser o suficiente para o time de Faenza conseguir brigar pelo posto de quinta força na Fórmula 1, que também significa ser melhor do resto.

Fórmula 1 retorna neste fim de semana, de 5 a 8 de março, com o GP da Austrália, abertura da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

GP da Austrália de F1: veja os horários em Brasil, Cabo Verde, Portugal, Angola e Moçambique:

SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 122:300:3002:3003:30
Treino livre 202:0004:0006:0007:00
Treino livre 322:300:3002:3003:30
Classificação02:0004:0006:0007:00
Corrida01:0003:0005:0006:00

*Horário de Brasília

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