Audi prega cautela e fala em “abordagem humilde” e “longa jornada” na Fórmula 1

Jonathan Wheatley, chefe da Sauber, adotou discurso cauteloso sobre entrada da Audi na F1 e enalteceu trabalho de Mattia Binotto. Montadora alemã assume operação da equipe suíça a partir de 2026

A Audi estreia na Fórmula 1 em 2026, assumindo a operação da atual Sauber. Jonathan Wheatley, chefe do time, comentou que o grupo adotou abordagem “humilde” nas preparações para a próxima temporada. Durante esta semana, a montadora alemã fez uma reformulação e anunciou que Mattia Binotto comandará o projeto na categoria.

Wheatley assumiu o posto na Sauber após 18 anos na Red Bull e agora trabalha em conjunto com Binotto, ex-Ferrari, na cruzada da Audi na F1. Será a primeira experiência da marca alemã na principal categoria do automobilismo. Porém, até completarem a transição, precisam lidar com os problemas da temporada 2025.

Jonathan minimizou as atuais dificuldades da equipe e enalteceu o empenho de Binotto. “Tudo é possível”, disse ao podcast Beyond The Grid, oficial da F1. “Gosto da maneira como Mattia lida com as coisas. Enquanto as pessoas falam sobre um desafio [assumir o comando do projeto da Audi], ele enxerga oportunidade”, seguiu.

“Acredito que teremos muitas oportunidades para nos provar em 2026, 2027, 2028 e 2029. É uma longa jornada”, declarou o chefe de Gabriel Bortoleto.

Jonathan Wheatley, chefe da atual Sauber, falou em “abordagem humilde” da Audi (Foto: Sauber)

“Nossa abordagem é humilde. Temos enorme respeito pelos concorrentes que enfrentamos e estamos fazendo tudo o que podemos para entrar no nível certo”, afirmou.

Não é a primeira vez que Wheatley e Binotto trabalham juntos — em 2006, a Red Bull foi cliente da Ferrari. Com o italiano assumindo a chefia do projeto da F1, Jonathan explicou as diferentes responsabilidades que ambos têm na Audi.

“Mattia e eu nos conhecemos há muito tempo. Algumas pessoas devem lembrar que a Red Bull tinha motores Ferrari em 2006. Foi quando o conheci. Ele era o responsável pelo programa de motores da equipe, e nos demos muito bem”, relembrou.

“Nossa relação é muito boa. Só acho que não temos muito interesse nas áreas de negócios em que cada um de nós é especializado. O trabalho do Mattia é realmente importante. É o responsável geral por unir o chassi e o trem de força, criando o melhor carro de F1 da Audi possível”, salientou.

Mattia Binotto (Foto: Reprodução/X)

“Quando o carro sai da fábrica, minha equipe e eu assumimos a responsabilidade por ele. Nós o colocamos na pista, meu papel é mais comercial, de comunicação e de operações de corrida”, encerrou Wheatley.

Fórmula 1 retorna de 16 a 18 de maio para o GP da Emília-Romanha, em Ímola, o primeiro da temporada 2025 na Europa.

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