Audi pressiona FIA por “decisão certa” sobre motor Mercedes e teme temporada perdida

Diretor-técnico da Audi, James Key teme que haja uma vantagem nos motores impossível de ser tirada caso a FIA não interfira na brecha explorada por Mercedes e Red Bull

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) prometeu esclarecer a polêmica em torno do motor da Mercedes antes do início do campeonato de 2026, e a Audi afirmou que espera que a entidade tome a “decisão certa” em relação à brecha encontrada pela rival e também pela Red Bull. O temor do diretor-técnico da escuderia alemã, James Key, é que a tal vantagem destrua a competição a ponto de 2026 ser uma temporada perdida.

A partir deste ano, as unidades de potência terão a parte elétrica respondendo por 50% da potência, além de serem produzidas para funcionarem com combustível 100% sustentável. A controvérsia, no entanto, gira em torno da taxa de compressão, agora estipulada em 16:1, ao contrário dos 18:1 de antes.

Como as equipes têm ciência dos ganhos potenciais associados ao aumento dessa taxa — fala-se em cerca de 0s3 por volta —, especula-se que alguns projetos estejam explorando esse limite máximo, ainda que permanecendo dentro das regras. De início, a FIA atestou a legalidade dos projetos de Mercedes e Red Bull, mas decidiu analisar com mais afinco mediante pressão das demais equipes.

Na semana passada, a federação se reuniu com as escuderias e prometeu um esclarecimento antes do GP da Austrália, o primeiro da temporada, embora o diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, tenha admitido não saber ao certo se isso se tratava de uma brecha no regulamento, já que as regras estavam sendo respeitadas.

Andrea Kimi Antonelli: Mercedes está no centro da principal polêmica da F1 2026 (Foto: Mercedes)

“Temos de confiar que a FIA tomará as decisões certas aqui”, disse Key em coletiva de imprensa. “São novos regulamentos, é preciso haver igualdade de condições”, enfatizou.

“Se alguém inventasse um difusor inteligente e dissessem que não era a coisa certa a fazer, ninguém mais poderia tê-lo, mas você teria pelo resto do ano. Isso não faz sentido. Nunca aceitaríamos isso. Se isso for uma espécie de desvio da intenção dos regulamentos, então tem de ser controlado de alguma forma”, enfatizou o diretor-técnico da Audi.

“Confiamos que a FIA fará isso, porque ninguém quer ficar de fora de uma temporada se houver uma vantagem evidente contra a qual não se pode fazer nada em uma unidade de potência homologada. Esperamos que a FIA tome as decisões certas”, finalizou.

A Fórmula 1 está em Barcelona esta semana para a primeira bateria de testes coletivos da temporada 2026. Depois seguirão para o Bahrein, onde acontecem mais duas rodadas: de 11 a 13 e, depois, de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades.

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