Audi reconhece “momentos de tensão” durante desenvolvimento de motor da F1 2026
Líder do projeto da Audi na F1, Mattia Binotto reconheceu que há alguns momentos de tensão em Neuberg, onde fica a sede de desenvolvimento de motores da fabricante alemã
A estreia de uma equipe na Fórmula 1 nunca é fácil, e a tarefa fica ainda mais complicada quando também se fabrica os próprios motores, como é o caso da Audi, que assume por completo a operação da Sauber em 2026. Mattia Binotto, líder do projeto da montadora alemã na categoria, disse que a unidade de potência é um assunto complexo e desafiador e reconheceu que há alguns momentos de tensão nas instalações em Neuberg, na Alemanha.
Além de modificações no âmbito das unidades de potência, com a parte elétrica passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável, a aerodinâmica dos carros também enfrentará uma verdadeira revolução com o novo regulamento, incluindo o fim do DRS, o retorno da aerodinâmica ativa e a redução significativa do efeito-solo.
Com mudanças tão drásticas para a próxima temporada, o desempenho dos times e das unidades de potência é uma incógnita, já que é um trabalho feito quase inteiramente do zero. Binotto já mencionou anteriormente que a fabricação dos próprios motores está sendo uma novidade para todos na equipe, levando em conta que sempre foram clientes de diferentes fornecedores ao longo dos anos.
O italiano tem uma vasta experiência na F1, grande parte dela centrada na unidade de potência, tendo liderado esta divisão durante muitos anos na Ferrari. Ele, mais do que ninguém, sabe o grande desafio que é para a Audi não só preparar o motor num prazo razoavelmente curto, mas também fazê-lo sem nunca ter construído um que tenha chegado à pista antes.

“O desafio é grande. A unidade de potência é um assunto complexo e difícil. O desenvolvimento leva mais tempo do que o chassi e a aerodinâmica”, declarou Mattia.
“A equipe começou a desenvolver o motor há anos e ele está funcionando bem no dinamômetro. Mas para nós será uma longa jornada, e haverá muito que precisaremos aprender, mas estamos todos animados”, destacou.
“No dinamômetro, estamos verificando a confiabilidade neste momento, garantindo que tudo esteja em ordem para o início da temporada. Há alguns momentos de tensão em Neuberg — mas esse é o desafio”, admitiu.
“Acho que a questão da unidade de potência é difícil, mas para se tornar campeão mundial, para se tornar o melhor carro na pista, todos as adversidades são complicadas. Não creio que se possa escolher uma ou outra como a mais difícil. Mas para um novo fabricante, certamente não é fácil”, finalizou o dirigente da Audi.

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