Boullier diz que Alonso e Button “vão pressionar McLaren até que voltem a vencer” na F1, mas minimiza cobrança

A missão de Éric Boullier à frente da McLaren foi das mais duras em 2015. Afinal, além de gerir uma equipe em sua pior fase e no momento de reconstrução, o francês teve de lidar com os anseios frustrados de Fernando Alonso e Jenson Button, campeões do mundo e consagrados por suas carreiras na F1, mas que no ano passado fizeram figuração e andaram no fundo do grid

A mudança da Lotus para a McLaren, no começo de 2014, colocou Éric Boullier no olho do furacão. Afinal, o engenheiro francês saiu de uma equipe de patamar médio para um time faminto por vitórias e títulos. Mas desde então, a equipe britânica enfrentou uma brusca queda em termos de resultados, culminando com a pior temporada da sua história em 2015, ano que marcou a reedição de uma parceria outrora vitoriosa com a Honda. Foi o ano que marcou também a volta de Fernando Alonso ao time, formando a dupla mais experiente da F1, ao lado de Jenson Button. 
 
Boullier entende que, ao contar com dois campeões do mundo no mesmo time, a pressão por resultados faz parte do jogo. Contudo, o diretor de corridas da McLaren sabe que a cobrança só vai ter fim quando a equipe finalmente tiver chance de voltar a vencer e conquistar títulos. Em 2015, o melhor resultado do time foi um quinto lugar, obtido por Fernando Alonso no GP da Hungria. Muito pouco para uma escuderia que já venceu 182 GPs e tem 20 títulos mundiais na F1, sendo oito de Construtores e 12 do certame de Pilotos. 
 
“Minha função me permite estar em contato com Alonso e Button que, como qualquer outro campeão, só pensam em vencer”, afirmou Boullier em entrevista ao site ‘F1i.com’. 
Alonso e Button no 'pódio falso' de Interlagos. Boullier entende ser normal a cobrança dos seus pilotos por resultados (Foto: McLaren)
“Até que não alcancem o que desejam, eles não vão deixar de pressionar a equipe. Se você sabe gerenciar as expectativas, acalmá-los e dizer-lhes como vão as coisas, então você ganha a confiança deles”, disse o dirigente, considerando a pressão algo normal.
 
O dirigente entende que, depois das muitas mudanças implementadas na McLaren no ano passado, acredita que agora o time está no rumo certo. “Minha maior satisfação em 2015 foi ver como tudo mudou. Agora, estamos mais próximos daquilo que nós queremos, mas ainda que tenhamos obtido a maior parte disso, você nunca chega ao máximo”, avaliou.
 
A McLaren não vence na F1 desde o fim de 2012, quando triunfou no GP do Brasil pelas mãos de Button. De lá para cá, o time vem atravessando um processo de reformulação interna. Algo que, na visão de Boullier, é necessário para que a equipe volte a vencer. O francês citou outros exemplos ocorridos recentemente na F1.
 
“O ímpeto leva a equipe ao sucesso. Lembre quando a Red Bull comprou a Jaguar, e antes de dominar a F1 ela levou cinco anos para estruturar tudo e ser eficiente. Além disso, estamos falando de um ambiente extremamente competitivo: Mercedes, Red Bull e Ferrari. Seu nível de pessoal, métodos e a qualidade de produção são muito altas”, salientou.
 
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