Räikkönen anuncia aposentadoria ao fim da temporada 2021 da Fórmula 1 via Instagram

Foi com um post no Instagram que Kimi Räikkönen anunciou ao mundo que 2021 será sua última temporada na Fórmula 1. Campeão em 2007, o finlandês de 41 anos disputou 19 campeonatos e atualmente defende a Alfa Romeo

A passagem de Kimi Räikkönen pela Fórmula 1 está chegando ao fim. O finlandês, campeão de 2007, anunciou nesta quarta-feira (1°) que a temporada 2021 será a última no grid da categoria onde competiu por 19 anos.

A decisão de Räikkönen não chega a surpreender. O finlandês, que sempre defendeu que só permaneceria na Fórmula 1 enquanto se divertisse, passou a competir no fim do grid pela fraca Alfa Romeo. Ao mesmo tempo, a equipe alvirrubra recebe currículos de uma série de pilotos interessantes, como Valtteri Bottas, Callum Ilott e até mesmo Nyck de Vries.

“É isso. Será minha última temporada na Fórmula 1”, escreveu Kimi no Instagram.

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Kimi Räikkönen defendeu Sauber, McLaren, Ferrari, Lotus e Alfa Romeo na F1 (Foto: Alfa Romeo)

“É uma decisão que tomei ao longo do inverno. Não foi uma decisão fácil, mas depois desta temporada será hora para novas coisas. Ainda que a temporada ainda esteja em curso, quero agradecer minha família, todas as minhas equipes, todos os envolvidos em minha carreira e, especialmente, vocês, ótimos fãs, que torceram por mim o tempo todo. A F1 pode acabar para mim, mas há muito ais na vida que quero viver e desfrutar. Vejo vocês por aí depois de tudo isso”, seguiu.

A aposentadoria de Räikkönen já tinha sido uma possibilidade real em 2020. Afinal, o contrato com a Alfa Romeo estava em vias de vencer e o piloto não tinha o equipamento adequado para lutar por posições mais dignas. A equipe de Hinwil chegou a um novo acordo com o finlandês, mas de apenas um ano. Em 2021, o adeus definitivo.

Kimi Räikkönen se aposenta com um título, 21 vitórias, 103 pódios, 18 poles e 45 voltas mais rápidas. O total de GPs ainda depende da versão final do calendário da F1 para 2021, mas fatalmente será acima de 350. O veterano vai para o GP da Holanda desta semana já com 344, sendo com sobras o piloto mais experiente da história do campeonato.

O anúncio não deixa claro qual é o próximo passo de Räikkönen – se trata-se de uma aposentadoria completa ou se ainda há a possibilidade de competir em outro lugar. No passado, Kimi já passou pelo Mundial de Rali e até mesmo pela Nascar.

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Räikkönen foi campeão da Fórmula 1 em 2007 (Foto: Ferrari)

DE JOVEM PROMISSOR A MAIS EXPERIENTE DO GRID

Räikkönen, ou o também conhecido ‘Homem de Gelo’ por sua personalidade sem igual, estreou na Fórmula 1 em 2001 pela equipe Sauber. E teve um rendimento de destaque, marcando nove pontos no Mundial. Em 2002, partiu para a McLaren e se tornou sucessor de Mika Häkkinen, seu compatriota. Na época da primeira temporada, Kimi era considerado um jovem prodígio, especialmente porque deu um salto grande da F-Renault para a F1 aos 21 anos.

Só que o primeiro ano com a equipe de Woking não foi fácil. Ainda que tenha conquistado quatro poles naquela temporada, o piloto abandonou a maioria das corridas. Mas, no ano seguinte, em 2003, obteve uma reviravolta incrível. Räikkönen largou cinco vezes na posição de honra e também triunfou em cinco corridas. O nível do então piloto de 24 anos era muito parecido com Michael Schumacher, grande nome da época. A briga do finlandês com o alemão foi extremamente parelha, mas rendeu apenas o vice.

Os anos de 2004, 2005 — em que mais uma vez foi vice, atrás de Fernando Alonso — e 2006 foram anos de recuperação e preparação. Entre altos e baixos, o finlandês chegou a ser conhecido como azarado por inúmeros problemas que teve com o seu carro durante as temporadas. Tudo mudou em 2007, ano em que Räikkönen se consagraria campeão mundial pela Ferrari.

Foi em 21 de outubro de 2007 que, no GP do Brasil, com seis vitórias e três poles-position no ano, mais do que seus rivais Fernando Alonso e Lewis Hamilton da McLaren (quatro vitórias cada um) e de que seu companheiro de equipe Felipe Massa (três), Räikkönen conquistou seu primeiro título do Mundial de Pilotos e a consolidação da Ferrari como a líder do Mundial de Construtores da Fórmula 1.

Depois do grande salto na carreira, Räikkönen teve um 2008 abaixo. Por isso, em 2009, após negociações frustradas com Mercedes e McLaren, o finlandês foi tentar a vida no Campeonato Mundial de Rali. Ficou dois anos. Em 2011, partiu para a Nascar.

Sem resultados expressivos nas duas categorias, os caminhos o levaram de volta à Fórmula 1 e, em dezembro do mesmo ano, foi anunciado que o campeão mundial disputaria a temporada de 2012 pela Lotus. Terminou o campeonato com uma vitória — a primeira vitória da Lotus após sua volta a F1, e a primeira vitória em décadas, desde que a equipe se retirou da F1, em 1994 — e sete pódios. Um bom 2013 consolidou Kimi como um nome de ponta na F1.

O piloto voltou à Ferrari em 2014, onde ficou até 2018. Seu melhor resultado foi a terceira posição no Mundial de Pilotos de 2018, atrás de Lewis Hamilton e Sebastian Vettel. Ao final da temporada, foi anunciado que o novato Charles Leclerc ocuparia a vaga do mais velho na Scuderia. Assim, Räikkönen precisava achar outros caminhos. E encontrou na Sauber — que, em 2019, mudaria sua nomenclatura para Alfa Romeo — por dois anos de contrato.

Na primeira temporada defendendo as cores da equipe ítalo-suíça, Räikkönen conseguiu ir regularmente aos pontos. Com 42 tentos conquistados, finalizou o Mundial de Pilotos na 12ª posição. O grande momento do finlandês na temporada foi o caótico GP Brasil, onde foi quarto colocado, o melhor resultado geral pela escuderia.

Em 2020, por outro lado, a temporada de Räikkönen foi econômica no quesito pontos. O piloto do carro #7 conseguiu pontuar apenas nos GPs da Toscana e da Emília-Romanha. Foi nono colocado nas duas oportunidade, somando apenas 4 tentos totais na temporada. Mesmo assim, a Alfa Romeo optou por estender o vínculo do finlandês por mais um ano. Próximo de completar 42 anos, Räikkönen atualmente é o 17º colocado no Mundial de Pilotos. Nesta temporada, o finlandês conquistou apenas dois pontos, sendo décimo colocado nos GPs da Hungria e do Azerbaijão.

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