F1

Campeão da GP2, Palmer dá volta por cima e consegue inesperada vaga na Lotus para temporada 2016

Jolyon Palmer foi campeão da GP2 em 2014 – mas acabou sem vaga na F1 em 2015. Depois de um ano como piloto reserva da Lotus, o inglês conseguiu a titularidade da equipe, formando dupla com Pastor Maldonado. Agora resta saber se a Lotus de 2016 será de fato Lotus ou se será comprada pela Renault
Warm Up / VITOR FAZIO, de Porto Alegre
 Jolyon Palmer (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
Uma das vagas mais interessantes para a temporada 2016 da F1 foi ocupada nesta sexta-feira (23). Jolyon Palmer, campeão de 2014 da GP2 e piloto reserva da Lotus em 2015, vai assumir a posição de titular em sua atual equipe, completando a dupla que já contava com Pastor Maldonado.
 
Palmer chega para substituir Romain Grosjean. O francês, cansado dos resultados fracos da Lotus, optou por se aventurar com a novata Haas, que estreia em 2016.
Jolyon Palmer foi reserva da Lotus em 2015 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“É inacreditável. Foi uma jornada tão longa e fico tão orgulhoso de ser confirmado como titular para o próximo ano. Muito trabalho duro foi feito, preparando para que isso acontecesse, tentando provar do que sou capaz de entregar. Sou muito grato a todos que me ajudaram até aqui na equipe. Agora estou pensando em 2016 e em aumentar a experiência que eu já tenho”, disse Palmer.

Jolyon, com 24 anos de idade, é filho de Jonathan Palmer, piloto que competiu na F1 entre 1983 e 1989 – sempre com resultados de medianos para pífios, passando por equipes como Tyrrell e Zakspeed.
 
O pupilo, todavia, quase conseguiu ficar na sombra do pai. Apesar dos resultados expressivos nas categorias de base, Jolyon encontrou grandes dificuldades até achar sua vaga na F1. Em uma época de jovens pilotos sem espaço no certame, o novo piloto da Lotus quase entrou no indigesto grupo de talentos desperdiçados.

“Chegar na F1 nunca foi tão difícil. Quando venci a GP2 em 2014 eu senti que  na época já estava pronto para dar o próximo passo, então sinto que esperei por muito tempo. Ao mesmo tempo, este ano foi muito bom. Eu aproveitei trabalhar com a equipe e, no fim das contas, isso me deu a chance de mostrar do que sou capaz. Estou absolutamente pronto”, afirmou.
 
O fato de ser campeão da GP2 e demorar tanto para entrar na F1 incomodou muito o jovem Palmer. O inglês questionou a utilidade da categoria B, que não conseguia colocar seus pilotos no topo – sobraram alfinetadas até para Felipe Nasr, que conseguiu uma vaga na Sauber sem triunfar na base.
 
Agora, com os pilotos definidos, a grande questão é se a Lotus será, de fato, Lotus. A equipe atravessa uma crise seríssima, indicando que a situação econômica nunca esteve tão ruim. Com isso, a Renault – parceira de longa data das esquadras de Enstone – aparece como uma possível compradora do espólio inglês.