Sainz aponta para “contrastes enormes” na Williams: “Há setores em que estamos atrás”
Apesar de reconhecer algumas fraquezas da Williams, Carlos Sainz garantiu que não teve “surpresas desagradáveis” graças à transparência de James Vowles
A primeira temporada de Carlos Sainz na Williams começou de forma discreta, mas terminou com o espanhol subindo no pódio em duas oportunidades nas últimas oito etapas de 2025. Ainda assim, apesar do crescimento da equipe de Grove, o próprio piloto do #55 apontou para algumas áreas que a esquadra ainda deixa a desejar na Fórmula 1.
Em 2025, a Williams terminou a temporada com 137 pontos somados e na quinta posição do Mundial de Construtores, um salto considerável se comparado com os 17 tentos e o nono lugar conquistados um ano atrás.
Porém, assim que pisou na Williams, apesar de imaginar uma evolução logo de cara, Sainz foi avisado por James Vowles, o chefe da equipe, que havia alguns contrastes e falhas dentro do time.
“Depois de um fim de 2024 difícil, com muitos acidentes, falta de peças e um desempenho fraco em Abu Dhabi, James me disse: ‘O carro do ano que vem vai ser bom. Vamos ser rápidos. Será um passo importante’”, relembrou Sainz em entrevista à F1.com.

“No momento em que colocamos o carro novo na pista para os testes no Bahrein, percebi o tamanho do avanço que a equipe havia feito. Mas, ao mesmo tempo em que me falava desses pontos positivos, James também foi claro ao dizer: ‘Você vai ver falhas muito grandes que temos como equipe neste momento’. Ele foi muito honesto, falou com clareza e de forma bastante realista”, seguiu.
“O ponto é que, na Williams, há muitas áreas em que a equipe está mais próxima do topo do que eu imaginava, mas também encontrei outros setores em que estamos muito atrasados”, acrescentou Sainz.
O #55, inclusive, apreciou a transparência de Vowles e do restante da equipe sobre as áreas onde a Williams ainda peca. Essa honestidade, de acordo com Sainz, foi importante para evitar qualquer “surpresa desagradável”.
“Para mim, a chave é ser muito direto e claro sobre as áreas que ainda não são boas o suficiente. Há contrastes enormes dentro da equipe. Você tem pessoas extremamente talentosas e ideias muito boas, mas também existem outros aspectos — processos, ferramentas, simulação — em que o time está realmente muito atrás. O desafio é acelerar esse processo, com todos trabalhando no limite para desenvolver essas fraquezas e garantir que possamos nos tornar uma equipe de ponta”, detalhou Sainz.
“Todas essas fragilidades já foram mapeadas, não encontrei nenhuma surpresa desagradável, e encarei tudo de forma realista, sabendo que a única coisa que posso fazer é dar o melhor para tentar ajudar”, finalizou.
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