CEO da Red Bull agradece Horner, mas foge de explicações por saída: “Importante na história”
Apesar da demissão com efeito imediato, Christian Horner foi exaltado por Oliver Mintzlaff, diretor da Red Bull, por ter sido responsável pelo sucesso da equipe na F1
Oliver Mintzlaff, CEO da Red Bull para Projetos Corporativos e Investimentos — onde a equipe de F1 está alocada dentro do organograma na companhia —, se limitou a agradecer Christian Horner, demitido nesta quarta-feira (9) da chefia da equipe após 20 anos no cargo, e não argumentou os motivos pela saída do britânico.
Com efeito imediato, a demissão do chefe de equipe foi definida pelos inúmeros conflitos internos deflagrados após o ‘caso Horner’, quando o britânico foi investigado internamente por conduta inapropriada. Após a apuração, a Red Bull entendeu que o dirigente era inocente, mas foi o começo do fim da parceria.
O escândalo mostrou uma Red Bull dividida entre Max Verstappen e Helmut Marko, com Horner do outro lado. Em meio aos conflitos, que eram públicos no início, Adrian Newey optou por deixar o time e migrar para a Aston Martin. Jonathan Wheatley foi outra peça-chave que deixou Milton Keynes: deixou o posto de diretor-esportivo para assumir a chefia da Sauber neste ano.
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Além disso, Horner acumulava algumas funções dentro da Red Bull e foi o responsável por renovar o contrato de Sérgio Pérez em 2024 e demiti-lo no fim do mesmo ano, além de que não conseguiu a resposta desejada com as contratações de Liam Lawson e, posteriormente, Yuki Tsunoda para ser companheiro de Verstappen.
“Nós gostaríamos de agradecer Christian Horner pelo excepcional trabalho ao longo dos últimos 20 anos”, disse Mintzlaff em comunicado enviado pela Red Bull.
“Com comprometimento incansável, expertise e pensamento inovador, ele foi fundamental para estabelecer a Red Bull Racing como uma das mais bem sucedidas e atrativas equipes da Fórmula 1. Obrigado por tudo, Christian. Você sempre será uma parte importante da história da nossa equipe”, finalizou.
Já sem Horner à frente da Red Bull, a Fórmula 1 volta de 25 a 27 de julho, em Spa-Francorchamps, que recebe o GP da Bélgica.
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