Cético, Vettel diz que nova regra de pontos para obtenção de superlicença “é só mais uma coisa para ajudar a confundir”

O tetracampeão Sebastian Vettel afirmou que a regra implementada pela FIA no início do ano é desnecessária e defendeu que o talento é visível naqueles que são capazes de competir no Mundial de F1

Estabelecer um sistema de pontos para as categorias de base é desnecessário e assim medir se algum piloto está pronto para chegar à F1, na opinião do tetracampeão Sebastian Vettel.
 
O alemão, que estreou pontuando com a BMW aos 19 anos em 2007, disse que esta medida, introduzida pela FIA no início do ano, só serve para confundir ainda mais o público. 
 
A fala veio em meio a um comentário sobre a classificação baixa da World Series no sistema criado. A tabela coloca o campeonato da Renault abaixo da F3 Europeia e da GP2 na escala de importância.
Vettel, Ricciardo e Sainz falaram da World Series como preparação para a F1 (Foto: AP)
“Eu acho que a categoria deveria ser mais apreciada, se você quer expressar a importância dela em pontos, mas eu também não vejo razão para os jovens pilotos precisarem marcar pontos na base. Eu acho que é bem claro quando alguém está pronto, alguém tem o talento para dar o passo, não importa se vem da F3, da F-Renault ou da GP2”, disse.
 
“Então eu acho que esta é só mais uma coisa criada para ajudar a confundir”, comentou.
 
Daniel Ricciardo e Carlos Sainz, outros dois pilotos que entraram na F1 por meio do programa de jovens talentos da Red Bull, seguiram o caminho de Vettel e passaram pela World Series. Do trio, o único a ser campeão foi Sainz, em 2014.
Carlos Sainz foi campeão da World Series em 2014 (Foto: Xavi Bonilla/Grande Prêmio)
“Julgando pela minha experiência no ano passado”, falou Sainz, “e a minha experiência neste ano, posso apenas dizer que a 3.5 me preparou muito bem para a F1.”

O novato da Toro Rosso pontuou quatro vezes em 2015 e é o 15º no campeonato, com um total de nove tentos. “É um carro muito rápido, especialmente este último, tem muito downforce, e eu sinto que, quando subi para a F1, eu estava pronto”, finalizou.

 
“Eu nunca andei na GP2, mas sei que a World Series me ensinou muito, me preparou bem para a F1, e eu acredito que o novo carro deles esteja ainda mais próximo”, afirmou Ricciardo, que deixou a categoria em 2011. “Eu acho que a World Series deveria ter pelo menos a mesma quantidade de pontos da F3.” 

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