Leclerc admite não entender inconsistência da Ferrari: “Estamos fazendo algo errado”
Charles Leclerc não conseguiu chegar na zona de pontuação no GP da Espanha após largar dos boxes e admitiu não saber como resolver os problemas da Ferrari — mas cravou que algo de errado está sendo feito no trabalho da equipe
Depois de sofrer com o carro da Ferrari na classificação do GP da Espanha e largar apenas dos boxes, Charles Leclerc esperava fazer uma corrida de recuperação e deixar Barcelona, ao menos, com alguns pontos na bagagem. No entanto, na prova disputada no último domingo (4), o monegasco não conseguiu passar da 11ª posição, saiu zerado e disparou contra o trabalho feito na SF-23 — que continua se comportando de maneira totalmente imprevisível, de acordo com os dois pilotos da equipe.
“Eu não entendo o que estamos fazendo de errado, mas estamos fazendo algo errado”, disse Leclerc à emissora inglesa Sky Sports. “Eu saí do primeiro jogo de duros para um segundo jogo no último stint, fiz exatamente as mesmas coisas e o carro se comportou de um jeito completamente diferente”, reclamou.
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A reclamação sobre a inconsistência do carro ferrarista já vem de algumas corridas, e Leclerc avisou que a equipe italiana precisa corrigir o erro o mais rápido possível. Em Barcelona, a Mercedes colocou seus dois pilotos no pódio e demonstrou clara evolução, enquanto a Scuderia — que levou atualizações para a Catalunha — decepcionou mais uma vez.
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“Nós obviamente precisamos entender, trabalhar, mas precisamos disso agora”, frisou. “Porque já se foram algumas corridas em que estamos sofrendo com as condições ou tendo um carro muito exigente — e hoje [domingo], não foi melhor”, criticou.
Apesar dos problemas, Leclerc negou que a dificuldade tenha sido semelhante ao dia anterior, quando ficou em penúltimo na classificação. De acordo com o monegasco, o grande defeito de sábado foi a traseira, enquanto no domingo, foi a vez de a dianteira do carro oferecer complicações.
“Sim, as limitações foram opostas. No sábado, eu não conseguia pilotar”, admitiu. “Eu tinha uma traseira completamente solta e muito estranha. Vamos analisar tudo isso na fábrica, o que ainda não foi feito”, pontuou.
“No domingo, o problema estava mais na frente, então as limitações eram completamente diferentes”, apontou. “O sentimento foi um pouco melhor [na corrida], no segundo e no terceiro stints foi bem melhor. O primeiro foi realmente ruim, mas acho que isso estava relacionado aos pneus”, finalizou.
Agora, a Fórmula 1 passa por uma pequena pausa e volta no fim de semana seguinte, com o GP do Canadá programado para acontecer entre os dias 16 e 18 de junho — com cobertura completa do GRANDE PRÊMIO.
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