Leclerc diz que “pilotagem pura diminuiu”, mas elogia novos carros: “Bom pensar fora da caixa”

Charles Leclerc preferiu ver com bons olhos mudança radical nos carros da Fórmula 1 e disse que "desafio de desenvolver algo novo é prazeroso"

Enquanto Max Verstappen lidera o grupo​ de pilotos mais críticos em relação ao novo regulamento​ da Fórmula 1, outros ​atletas avaliaram a mudança radical dos carros de maneira positiva. Um deles é Charles Leclerc. O piloto da Ferrari acredita ser possível encontrar​ “diversão ao volante​”, ainda que de maneira diferente.

​Após o shakedown realizado em Barcelona e a primeira semana de testes oficiais no Bahrein, os pilotos passaram a ​e​ntender melhor os conceitos que regem os novos carros. A gestão de energia ​s​urge como um dos principais fatores para tirar desempenho dos carros, exigindo uma forma de pilotagem ​m​uito distinta ​d​a utilizada até a temporada passada. Essa adaptação, no entanto, não tem agradado a todos.

​Verstappen, por exemplo, voltou a se posicionar de maneira contundente contra a nova geração de carros, classificando os modelos atuais como “Fórmula E com esteroides”, em referência à sensação de condução e à menor ênfase na pilotagem pura.​ Leclerc, por outro lado, reconhece as limitações dos novos carros, mas adota um discurso mais equilibrado.

​”Divertido? Não é o carro mais divertido que já pilotei, mas é o que ​t​emos. Encontro a diversão de uma maneira diferente​”, afirmou o monegasco​ em coletiva acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein.

Charles Leclerc (Foto: F1)

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“O desafio de desenvolver todo esse sistema novo é algo que foi prazeroso. É interessante. Dá prazer experimentar coisas diferentes, testar ​acertos que talvez antes não funcionassem. Agora tudo é diferente e é bom pensar um pouco fora da caixa para maximizar o desempenho​”, acrescentou Leclerc.

Apesar de ver com bom olhos a mudança na F1, o #16 da Ferrari reconheceu que “a pilotagem pura é um pouco menor” que antes.

“Sempre existe a necessidade de adaptação, mas neste ano a mudança é maior do que no passado. A porcentagem de pilotagem pura é um pouco menor. Agora a questão envolve pensar em todo o resto, em como maximizar os sistemas disponíveis. É necessário pensar ativamente muito mais do que antes”, concluiu o piloto da Ferrari.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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