Leclerc pede “transição tranquila” na chefia da Ferrari: “Precisamos pensar no futuro”
Charles Leclerc abordou saída de Mattia Binotto do comando da Ferrari e elogiou ex-chefe Frédéric Vasseur, mas evitou tecer comentários sobre a mudança e apenas pediu para que o processo seja feito de maneira tranquila
Se a Ferrari passou por uma temporada bastante atribulada em 2022, com uma quantidade absurda de erros que minaram qualquer chance de desafiar a Red Bull na Fórmula 1, o pós-campeonato também não tem sido dos mais tranquilos. Com a saída do chefe Mattia Binotto do cargo, a escuderia italiana segue à procura de um substituto — o favorito ainda é Frédéric Vasseur, hoje na Alfa Romeo —, e Charles Leclerc aproveitou para revelar como foi o momento em que soube da saída do chefe.
“Mattia [Binotto] me ligou para dizer que iria embora”, revelou Leclerc. “Eu respeito sua decisão e apenas posso agradecer a ele. Obviamente, ele acreditou em mim desde o início, me deu uma grande extensão de contrato. E antes de ser chefe de equipe, ele também esteve dentro da Scuderia por muitos e muitos anos, contribuindo para o sucesso que o time teve nos anos passados”, salientou.
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“Então, desejo a ele o melhor”, disse. “E obviamente, agora nós precisamos pensar no futuro, tentar tomar as decisões certas para podermos desafiar mais a Red Bull no ano que vem”, ressaltou.
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Questionado sobre se uma mudança na chefia do time poderia ter um impacto negativo na temporada de 2023, Leclerc desconversou. Para o companheiro de Carlos Sainz, o mais importante é que o processo de chegada do novo chefe seja feito da maneira correta, já que em sua visão, a Ferrari apresenta características particulares como equipe.
“Para ser honesto, eu não sei. Porque na minha experiência, eu nunca tive uma mudança de chefe enquanto estive na mesma equipe”, observou. “Provavelmente levará um pouco de tempo para o novo chefe se acostumar com o sistema e com a Ferrari, porque obviamente é uma equipe enorme”, avaliou.
“Mas acredito que se for feito da maneira certa, não acho que iremos sofrer algo relacionado a isso na pista. Então, tenho certeza de que será uma transição tranquila”, destacou.
Por fim, Charles também se esquivou quando perguntado sobre sua preferência para o cargo. O piloto citou John Elkann e Benedetto Vigna, respectivamente presidente e CEO da equipe, como responsáveis pela decisão. No entanto, deixou claro que possui uma boa relação com Vasseur — foi seu primeiro chefe na F1, por exemplo — e destacou a honestidade do francês.

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“Não vou comentar sobre isso”, disse. “E não é minha decisão, John [Elkann] e Benedetto [Vigna] vão fazer a escolha. Estamos apenas tentando focar em nosso trabalho no simulador com a equipe, com a intenção de termos o melhor carro possível para o ano que vem. Mas a decisão será feita por eles”, repetiu.
“A Ferrari é bem diferente das outras equipes. Eu só posso comentar sobre minha experiência com Fred [Vasseur], que obviamente foi boa”, admitiu. “Trabalhei com Fred desde as categorias de base, onde ele acreditou em mim, e sempre tivemos um bom relacionamento. Mas fora isso, obviamente isso não deveria influenciar nenhuma decisão. Ele sempre foi muito direto, muito honesto. E isso é algo que gosto em Fred. Se será ele ou não, eu não sei. E espero que saibamos nos próximos meses”, finalizou.
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