Chefão culpa própria F1 por falta de fama nos EUA: “Eles querem espetáculo e não nos esforçamos para mostrar isso”

Para Chase Carey, CEO do Liberty Media, a F1 não consegue aumentar sua popularidade nos Estados Unidos porque a gestão anterior de Bernie Ecclestone, não se esforçou para tal. O objetivo, agora, é mostrar ao público americano que a categoria também é um "espetáculo", como costumam gostar

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O mercado americano, em termos esportivos, é gigante: é um público interessado nas mais diversas modalidades. Mas, no automobilismo, esse espaço já é dominado por duas marcas: Indy e Nascar. Com o GP dos EUA a poucos dias de ocorrer, em Austin, a pergunta aparece: como a F1 pode crescer no país?

Para Chase Carey, chefão da categoria desde que o Liberty Media assumu o comando em fevereiro, há maneiras de se fazer isso. E só é preciso pensar nesta situação na atualidade porque, para ele, Bernie Ecclestone, seu antecessor, nunca se esforçou para tal. as declarações foram dadas em entrevista para a 'ESPN' americana.

"Eu acho que no geral o esporte tem sido, e eu não quero criticar o passado, muito focado em pensar a curto prazo, em vez de longo. E é um esporte que não teve organização para ajudar seu parceiros a crescer", disse. "Era muito sobre fazer acordos curtos, e se você quer desenvolver o esporte em uma região que historicamente não possui conexão com a modalidade, você precisa de ajuda e não é com esse tipo de acordo que conseguirá."

Helmut Marko conversa com o novo presidente da F1, Chase Carey no grid do GP do México (Foto: Red Bull Content Pool)

Indo na mesma linha que o Liberty Media tem pregado desde que assumiu a F1, Carey quer transformar a categoria em algo ainda mais próximo do espetáculo. E, nos EUA, é fato que o público gosta de eventos que unem espetáculo e esporte.

"Esse esporte é sobre ser um espetáculo incrível. Provavelmente nenhum país fez trabalho fez em transformar eventos esportivos em espetáculos. E falamos de eventos de boxe em Vegas, no UFC em Nova York, no All-Star Game da NBA. Os EUA provavelmente lideram o mundo em fazer espetáculos que têm o esporte como ponto central", analiou.

"De algumas maneiras, a F1 é o esporte mais espetacular. Temos estrelas, glamour e mística. E é um esporte que traz choque e admiração com a força e velocidade que oferece. Então, de várias formas, eu acho que é um esporte construído para o mercado americano, só não fizemos nada para desenvolver esse potencial", continuou.

Chase Carey é o substituto de Bernie Ecclestone no comando da F1 (Foto: AFP)

O plano de Carey é não só passar pelo local que recebe a corrida, como Austin atualmente, mas manter projetos que aproximem o público do esorte durante o resto do ano. Não podemos aparecer lá e pronto, temos que nos engajar com o mercado, ter uma mentalidade a longo prazo. Os EUA não serão apenas algo para os próximos dois ou três anos para nós, queremos pensar neles para os próximos cinco anos, como fizemos na China."

O chefe também comentou sobre como os EUA estão no topo da lista de locais que devem receber novas corridas num futuro próximo. "Seguimos conversando", disse, sobre as chances de Nova York, Los Angeles, Miami e Las Vegas. "Estamos mais engajados nisso do que há seis meses. Mas é muito complicado acertar tudo, ainda mais lidando com cidades complexas como essas", finalizou.

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