Chefão da Fórmula 1 prevê calendário “mais parecido com o normal” para temporada 2021

Ainda na função de dirigente máximo da categoria, posto que vai deixar no início do ano que vem, Chase Carey pensa num cronograma próximo da normalidade, mas desenha alternativas em razão da pandemia do novo coronavírus

O ano de 2020 tem sido um grande desafio para o mundo como um todo, em razão principalmente da pandemia do Covid-19, e para a Fórmula 1, mesmo sendo um microcosmo à parte, não foi diferente. Afetada diretamente pela doença que paralisou o mundo, a principal categoria do esporte a motor interrompeu o calendário às vésperas do treino livre 1 do GP da Austrália, prova que abriria o campeonato, em 13 de março, e a competição só voltou à ativa quase quatro meses depois com a disputa do GP da Áustria. Corridas em praças tradicionais como Brasil Mônaco, França, Japão, Canadá, México, Estados Unidos e China foram canceladas, assim como provas que seriam novidades neste ano, como Holanda e Vietnã.

De um calendário originalmente previsto para ter 22 etapas, a Fórmula 1 teve de refazer os planos e desenvolver um cronograma que compreendesse corridas somente na Europa e no Oriente Médio. Destinos inimagináveis neste ano, como Portugal e Turquia, que há tempos não figuravam no calendário, foram incluídos para 2020.

Circuitos clássicos que jamais receberam a Fórmula 1, como Mugello e Algarve foram adicionados, Nürburgring voltou e Ímola vai receber o Mundial no fim do mês, e a categoria precisou adotar o sistema de rodadas duplas com corridas consecutivas no Red Bull Ring, na Áustria, e em Silverstone, na Inglaterra, além de duas etapas marcadas para o Bahrein no fim do ano, sendo uma delas em uma versão inédita no anel externo do circuito de Sakhir. Tudo para garantir um número de 17 corridas nesta temporada incomum.

Mugello foi um dos destinos encontrados pela Fórmula 1 para completar o calendário deste incomum 2020 (Foto: Racing Point)

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Mas a expectativa de Chase Carey, executivo norte-americano que ocupa o cargo de dirigente máximo da Fórmula 1 até o fim do ano, é que o cronograma para a próxima temporada seja normal. Ou mais próximo do normal. Com o futuro do GP do Brasil incerto e a possibilidade de a Arábia Saudita entrar no calendário com uma corrida nas ruas de Jeddah, a categoria tem uma perspectiva de contar com 22 a 23 etapas em 2021.

“Mais parecido com um calendário normal. Neste ano não competimos tão internacionalmente, essa é a verdade. Foi muito mais uma excursão pela Europa. Queremos voltar a correr na América, na Ásia… É importante para nós correr ao redor do mundo”, disse Carey ao podcast ‘Beyond the Grid’ (Além do Grid, em tradução livre), na página oficial da Fórmula 1.

“Temos grandes circuitos históricos que são parte do calendário, como Silverstone, Spa ou Mônaco. Ter esses circuitos é importante para nós, mas queremos ter um equilíbrio para o ano que vem”, acrescentou.

Sobre quando vai ser publicado o novo calendário, Carey disse que espera que a Fórmula 1 divulgue a programação em breve.

“Estamos em processo. Há problemas que foram resolvidos muito recentemente. Essas coisas acabaram atrasando. Mas vamos ter um calendário próximo ao que tínhamos antes, um calendário normal, como o de janeiro”, explicou.

Contudo, uma vez que a pandemia atravessa a chamada segunda onda, sobretudo na Europa, Carey lembra que é preciso ter cautela porque é impossível ainda prever como vai ser a situação na próxima temporada. “Não sabemos qual vai ser a situação da Covid-19 para o ano que vem. Estamos planejando eventos, queremos ter os fãs, queremos ter uma temporada normal”, concluiu.

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