Chefe crê em permanência da Renault na F1 após chegada de novo CEO

Depois de Clotilde Delbos, CEO em exercício, colocar em xeque o futuro da Renault na F1, Cyril Abiteboul entende que a chegada do italiano Luca De Meo para desempenhar a função de forma definitiva a partir do segundo semestre, traz a estabilidade que a equipe precisa para dar sequência aos projetos no esporte. Alain Prost, presidente não-executivo da escuderia, concorda

Cyril Abiteboul, chefe de equipe da Renault, entende que a chegada do novo CEO, Luca De Meo, em julho, traz a perspectiva de permanência da marca no esporte a partir de 2021. O italiano, que foi executivo do Grupo Volkswagen, vai assumir a função em substituição a Clotilde Delbos, CEO interina desde a demissão de Thierry Bolloré em outubro do ano passado. Sob gestão de Delbos, a Renault conduziu uma reunião para anunciar um processo de revisão interna e a reavaliação da permanência da montadora no Mundial.
 
Se dentro das pistas a Renault não consegue entregar grandes resultados desde que regressou à F1 como equipe de fábrica, em 2016, fora delas o cenário também não é dos mais animadores. 
 
A prisão do executivo franco-brasileiro Carlos Ghosn, no fim de 2018, e sua consequente destituição do cargo de CEO da aliança Renault-Nissan, mexeu com as estruturas da empresa. Bolloré, que era considerado um fiel escudeiro de Ghosn, ficou somente meses após assumir, dando lugar a Delbos, que virou CEO interina até a chegada de Meo, milanês de 52 anos.
Cyril Abiteboul aposta na permanência da Renault no Mundial de F1 (Foto: Renault)
Em entrevista durante a apresentação da equipe para a temporada 2020 do Mundial de F1, na última quarta-feira, Abiteboul se mostrou confiante em ver a Renault seguir seus passos no esporte além da próxima temporada.
 
“Na Renault, acho que o principal desenvolvimento é o fato de termos finalmente uma confirmação da nova estrutura de gestão. Como na F1, é uma série de evoluções. Mas agora, em Luca de Meo, temos um CEO. Ele não vai entrar antes de julho, mas ao menos temos uma data e um nome”, declarou o dirigente francês à revista britânica ‘Autosport’.
 
“Além disso, a informação mais importante, queira ou não, é o fato de Clotilde Delbos, atual CEO em exercício, seguir como vice-presidente quando Meo chegar. Isso é muito importante. Isso é muito importante porque significa que vai haver uma continuidade da gestão, continuidade também das decisões. O que significa que tudo o que estamos discutindo hoje com a sra. Delbos vai ser válido mesmo quando Meo chegar”, salientou.
 
Abiteboul tenta analisar o cenário da Renault do ponto de vista corporativo, mas também traz o aspecto esportivo por conta das boas perspectivas em razão do novo Pacto da Concórdia e também do teto orçamentário, os dois previstos para 2021.
 
“Delbos também é diretora financeira da empresa. Ela também é naturalmente movida por números. Olhar para a F1 do ponto de vista financeiro é um custo, mas também é um ativo. E é um investimento. Do jeito que você olha, está caminhando no rumo certo. A exposição ao público ou a participação de mercado está subindo. Mas também custa, com uma premiação que vai ser melhor, um limite de orçamento que vai ser melhor e com regulamentos de motores que permanecerão estáveis”, disse.
 
“Portanto, tenho todos os motivos para acreditar que, em princípio, estaremos [na F1] a longo prazo”, completou Abiteboul.
 
Alain Prost, presidente não-executivo da Renault, concorda com o chefe da Renault. “É sempre uma preocupação, com certeza, especialmente sendo um grande construtor, e também não podemos esconder todos os problemas com o presidente que saiu, e a organização mudou completamente. Temos novas pessoas. Mas, de certa forma, também é muito bom”.
 
“Temos reuniões diferentes agendadas agora, temos um novo presidente da Renault em julho e, como realmente temos muitas pessoas novas, elas estão muito preocupadas de um lado e motivadas do outro lado pela F1”, concluiu.

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