Chefe da Ferrari adota discurso realista sobre luta pela ponta: “Não vamos estar perto”

Mattia Binotto não descarta ver a Ferrari vencendo corridas na Fórmula 1 em 2021, mas está bastante consciente que a escuderia de Maranello não vai ser uma concorrente no topo nesta temporada

A chegada de fevereiro aumenta a expectativa para o início da temporada 2021 da Fórmula 1, prevista para 28 de março com o GP do Bahrein. E uma das maiores interrogações para o novo campeonato está sobre o desempenho da Ferrari, uma vez que, depois de um 2020 decepcionante — o pior resultado geral no Mundial de Construtores desde 1980 —, há uma expectativa de melhora em razão do novo motor que vem sendo desenvolvido em Maranello. Entretanto, Mattia Binotto, chefe da escuderia italiana, está bem consciente de que o Mundial que se avizinha será novamente complicado para a mais longeva e tradicional equipe do grid.

Em entrevista ao site GP Fans, Binotto é muito pés no chão sobre as expectativas da Ferrari para 2021.

“Sinceramente, a diferença para a melhor equipe hoje é muito grande e não vamos estar perto neste ano. Mas para vencer corridas, nunca se sabe o que pode acontecer durante a temporada, durante as corridas e, se houver uma oportunidade, espero que possamos conquistá-la”, disse.

Mattia Binotto está muito cauteloso sobre o que esperar da Ferrari para 2021 (Foto: Ferrari)

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No fim das contas, o dirigente ítalo-suíço lembrou que não há ainda como prever o patamar de performance da Ferrari neste momento, uma vez que é preciso esperar os testes de pré-temporada, entre 12 e 14 de março, também no Bahrein.

“Eu não tenho uma bola de cristal. Vamos esperar e ver. Isso que é o legal da Fórmula 1. Existem as incertezas e estamos trabalhando muito para fazer o nosso melhor, então vamos ver qual será o nível competitivo em março”, comentou.

O engenheiro também falou sobre a nova contratação da Ferrari, Carlos Sainz. Com 26 anos, o espanhol chega para formar uma dupla muito jovem com Charles Leclerc, de somente 23.

“Espero vê-lo no pódio. Acho que não depende dele, mas sim do carro. Se o carro estiver bom, acho que ele vai conseguir fazer boas corridas e subir ao pódio”, salientou Binotto.

O chefe da Ferrari deixou claro que pretende seguir com o espanhol muito além dos dois primeiros anos de contrato, mas que a renovação do vínculo depende do próprio piloto.

“É a formação mais jovem desde 1968. Normalmente, fazemos essa escolha não por somente dois anos. É porque estamos tentando criar bases sólidas para o futuro e também mirando a longo prazo. Por isso, esperamos que Carlos se renove e esteja conosco também nos próximos anos”, concluiu.

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