Chefe da Haas defende continuidade e diz: dupla de 2021 “deve estar no carro em 2022”

Guenther Steiner avisou que ainda sequer começou a conversar com Gene Haas, dono da equipe de Kannapolis, sobre quais serão os pilotos escolhidos para a próxima temporada. Mas o dirigente italiano defende um vínculo mais longo por conta da mudança de regulamento da F1

Kevin Magnussen e Romain Grosjean têm contrato com a Haas somente até o fim da atual temporada, de modo que ainda não há respostas sobre quem vai pilotar para a equipe norte-americana a partir de 2021 na Fórmula 1. Mas Guenther Steiner, dirigente italiano que chefia o time desde sua entrada no grid, em 2016, defende que os pilotos escolhidos para o ano que vem continuem para 2022. Tudo por conta da revolução prevista pela F1.

A ampla mudança na concepção dos carros, pneus, partes do motor e também regulamento esportivo foi adiada de 2021 para 2022 em razão do objetivo de cortar custos por conta da pandemia do novo coronavírus. Com vários fatores diferentes na transição de um ano para outro, Steiner entende que seria muito melhor para a Haas adotar a continuidade para passar de forma menos difícil por um processo habitualmente complexo.

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Guenther Steiner disse em Monza que ainda não começou a discutir sobre os pilotos para 2021 (Foto: Haas/Twitter)

“Tudo está na mesa para o ano que vem, porque a única coisa que gostaria, e vou falar sobre isso com Gene [Haas, dono da equipe] nas próximas semanas e meses, é como vamos fazer nosso melhor. Então, vamos ver o que é melhor para nós”, declarou o chefe da Haas em entrevista à emissora Sky Sports no fim de semana do GP da Itália.

“Mas uma coisa, na minha opinião, precisamos fazer: quem estiver no carro em 2021 deve estar no carro em 2022”, opinou.

“Porque, com um carro novo a caminho, se você conhece seu piloto, pelo menos você já resolveu alguma coisa. Quem quer que seja, mesmo que sejam esses caras que estão correndo agora, e caso eles fiquem, devem ficar por pelo menos os próximos dois anos”, defendeu o italiano.

“Sou contra a troca antes de 2022. Com um carro novo e um novo piloto, isso pode ficar complicado. É a única coisa que posso dizer, o restante está aberto. Não tenho ideia ainda de quem vai pilotar o carro em 2021 e 2022”, assegurou Steiner.

Nos últimos dias, o chefe da equipe revelou interesse em contar com jovens formados na Academia de Pilotos da Ferrari. Três deles protagonizam a temporada 2020 da Fórmula 2 e lutam pelo título: Callum Ilott, Mick Schumacher e Robert Shwartzman. A Haas tem parceria técnica com a Ferrari desde quando ingressou no Mundial de Fórmula 1.

“Se quisermos trazer alguém novo, então o grupo de jovens da Academia da Ferrari, neste momento, é bastante bom. Há outros por aí, mas estão vinculados a outras marcas, então nosso interesse é menor”, comentou Steiner em entrevista veiculada pelo jornal dinamarquês Ekstra Bladet.

“As equipes de fábrica mantêm os pilotos realmente bons, porque investiram neles. Se quisermos um novato, a melhor opção é assinar com um jovem da Academia da Ferrari”, completou.

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