Chefe da Haas promete lealdade e diz que “não seria ético” romper com Ferrari

O motor pífio da Ferrari é mais um fator que compromete a temporada da Haas. O chefe Guenther Steiner, entretanto, promete lealdade a um parceiro fundamental na Fórmula 1

A Haas não tem vida fácil com o motor da Ferrari em 2020. A equipe americana prometia reação após um 2019 difícil, mas a falta de potência significa uma disputa no fim do pelotão. Mesmo assim, o chefe Guenther Steiner deixa claro: romper a parceria existente desde 2016 não seria correto.

O argumento de Steiner é que a Ferrari muito ajudou a Haas, apesar das dificuldades atuais. A equipe americana apostou em um modelo diferente de negócios na F1, comprando diversas peças produzidas pelos italianos, algo fundamental na caminhada até aqui.

“Eles [Ferrari] foram fundamentais para que a gente chegasse onde estamos hoje e fizeram um bom trabalho nesse sentido”, afirmou Steiner. “Eles estão com algumas dificuldades agora, como se sabe. Espero que seja uma dificuldade breve e que eles logo se livrem disso. A Ferrari sempre reage. Pular fora na primeira oportunidade, na primeira pedra no caminho, não é algo que eu vejo como muito ético. Não estaríamos aqui sem eles”, seguiu.

Guenther Steiner promete lealdade à Ferrari (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)

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A Haas ainda precisa renovar vínculo com a Ferrari para 2021, mas trata-se essencialmente de uma formalidade. O próprio Steiner deixa claro que seria difícil buscar Mercedes, Renault ou Honda.

“As outras opções são muito difíceis para nós porque parte da nossa infraestrutura está na Itália, então seria necessário levar tudo para a Inglaterra, algo que não sai de graça. Nossa melhor solução no momento é trabalhar pesado com a Ferrari e não ficar distraído. Se alguma montadora quiser nos oferecer um motor de graça, somos todos ouvidos”, brincou.

Dados os resultados da primeira metade da temporada, 2020 tem tudo para ser a pior temporada da Haas na F1. A equipe somou um único ponto, aparecendo em décimo no GP da Hungria com Kevin Magnussen. O tento deixa a escuderia em nono no Mundial de Construtores, superando apenas a Williams.

Se o fornecedor de motor parece carta marcada, a dupla de pilotos é verdadeira incógnita. Magnussen e Romain Grosjean ficam sem contrato no fim de 2020 e a expectativa é de que pelo menos um dos dois seja substituído.

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