Chefe da Mercedes detona ambiente da F1: “Nunca vi tanto oportunismo e manipulação”

“Os últimos meses foram os mais politizados da F1 desde que passei a fazer parte”, disparou Toto Wolff em entrevista veiculada pela ESPN britânica. O dirigente austríaco deixou claro que ama a parte competitiva do esporte, mas, ao melhor estilo ‘indireta na internet’, se mostrou farto de “certas pessoas” e avisou: “O isolamento foi bom porque não tive de interagir com elas”

Ao mesmo tempo que a F1 é baseada na busca incessante pela melhor performance e pela melhor tecnologia no desenvolvimento dos carros, a categoria também é marcada sempre por grandes debates políticos, que por muitas vezes ganham protagonismo no noticiário. Nos últimos tempos, ainda mais em época de pandemia e sem corridas, as discussões por questões burocráticas, mas que certamente vão mexer com o futuro do esporte, como o calendário revisado, o teto orçamentário que vai entrar em vigor em 2021 e o novo regulamento técnico, adiado para 2022, ganharam corpo. Mas tudo esse ambiente desagrada Toto Wolff, chefe da Mercedes e um dos homens mais influentes da F1 atualmente.
 
Em entrevista à ESPN britânica, o dirigente austríaco disparou contra a F1 que vê quando está fora da pista e dentro dos bastidores.
 
“Estou no esporte desde 2009 com a Williams e nunca vi tanto oportunismo e manipulação. Há aspectos do esporte que questiono e, às vezes, o esporte se converte em um pano de fundo e deixa de ser o ato principal”, criticou.
Toto Wolff revelou que não gosta do ambiente politizado da F1 (Foto: Rodrigo Berton/Grande Prêmio)
“Aprendi muito com várias pessoas e ainda que saiba que estamos falando de um entorno muito politizado e que todo mundo tenta tirar proveito, diria que os últimos meses foram os mais politizados da F1 desde que passei a fazer parte”, acrescentou Wolff.
 
Toto se mostrou farto de ter de lidar com determinadas pessoas no paddock. Sem citar nomes, mas ao melhor estilo ‘indireta de internet’, o chefe da Mercedes não economizou nas críticas.
 
“Em primeiro lugar, de certa forma o isolamento foi bom porque não tive de interagir com certas pessoas. Por outro lado, claramente pude ver que tem gente que sentia a necessidade de se comunicar por meio da mídia, mas, no fim das contas, tudo isso é irrelevante”, disparou.
 
“O motivo pelo qual amamos este esporte é porque ele se baseia na performance. Uma vez que a bandeira cai, todas essas bobagens somem. Essas bobagens vão parar, e todas essas entrevistas e opiniões voltarão a ser irrelevantes”, complementou Wolff.

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