Chefe da Mercedes diz que “recuperação não é uma corrida”, mas vê Lauda como exemplo de resistência

Chefe da Mercedes, Toto Wolff falou sobre Niki Lauda e disse que sente falta do amigo. O austríaco desejou rápida e segura recuperação. "A reabilitação que enfrenta não é uma prova. Mas tenho certeza de que logo ele já vai dizer aos enfermeiros e médicos que está farto do hospital”, afirmou

Um dia depois do transplante de pulmão, o chefe da Mercedes, Toto Wolff, veio a público para falar de Niki Lauda. O presidente não-executivo da equipe prata contraiu uma gripe forte que evoluiu para uma pneumonia. Logo, se viu necessário o procedimento cirúrgico, que foi realizado no dia 2 de agosto, em Viena. O tricampeão já se recupera, embora seu estado de saúde seja considerado grave. Parceiro do austríaco nas garagens do time alemão, Wolff disse sentir falta do ex-piloto e elogiou o poder de resistência do amigo.
 
"Embora devêssemos aproveitar o início das nossas férias nesta noite, nenhum de nós na Mercedes vai fingir que estamos felizes. Os nossos pensamentos estão com Niki, Birgit e a família Lauda", afirmou o dirigente.
 
"O mundo conhece Niki como uma lenda da F1 com incrível poder e resistência. Para todos nós, ele é o nosso presidente, o nosso mentor e o nosso amigo. Sentimos sua falta em Hockenheim e na Hungria. Espero tê-lo conosco em breve", completou.
Toto Wolff e Niki Lauda são os comandantes da Mercedes (Foto: Getty Images)

Wolff, entretanto, não falou sobre a condição de saúde de Lauda, mas deixou claro que a recuperação do austríaco não é uma corrida. "A reabilitação que enfrenta não é uma prova. Mas tenho certeza de que logo ele já vai dizer aos enfermeiros e médicos que está farto do hospital. Desejamos a ele uma recuperação rápida e segura – nessa ordem – e mandamos nossa energia positiva para ele e sua família. Sinto sua falta amigo", acrescentou.

 
Internado há cerca de um mês no Hospital Geral de Viena (AKH), na Áustria, Lauda precisou ser submetido a um transplante de pulmão devido a uma grave doença pulmonar. A cirurgia foi considera bem-sucedida. 
 
 Lauda tem 69 anos e já se submeteu a dois transplantes de rim: um em 1997 e outro em 2015, este último graças a uma doação da então namorada Birgit, com que se casou e teve filhos gêmeos. 
 
O austríaco tem notável carreira nas pistas. Em suas 12 temporadas na F1, em equipes como Ferrari e McLaren, o ex-piloto conquistou três títulos mundiais, dois com a equipe italiana e um com o time inglês.
 
E o fato mais marcante de sua trajetória no esporte foi o acidente que quase o matou em Nürburgring, em 1976, quando bateu violentamente e sua Ferrari foi consumida pelas chamas. Niki inalou fumaça tóxica, e isso provocou danos em um de seus pulmões. No entanto, o austríaco se recuperou e voltou às pistas seis semanas depois. O episódio ganhou as telas de cinema no filme 'Rush' em 2013.
 
Hoje dirigente da Mercedes, Lauda desempenha um papel de força dentro dos boxes e foi o principal responsável pela vinda de Lewis Hamilton à equipe.
 
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