Chefe da Mercedes evita censura, mas sugere que Hamilton repense forma de se posicionar em meio à polêmica com Trump

Chefe da Mercedes, Toto Wolff evitou censurar o ativismo de Lewis Hamilton em meio à polêmica envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e atletas da NFL e da NBA, mas admitiu que talvez não seja o melhor caminho expressar suas opiniões no Instagram. Dirigente falou em liderar pelo exemplo ao invés de debater política

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Toto Wolff ficou em uma sinuca de bico na hora de comentar o ativismo de Lewis Hamilton diante da polêmica envolvendo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e atletas de NBA e NFL. O chefe da Mercedes sugeriu que o britânico repense sua maneira de expor suas opiniões políticas.
 
Na última semana, Trump criticou atletas da NFL que se ajoelham durante o hino nacional em protesto contra o racismo e a violência policial contra negros nos Estados Unidos. O protesto começou ainda em 2016, quando Colin Kaepernick passou a se ajoelhar antes dos jogos do San Francisco 49ers, mas ganhou corpo ao longo do tempo.
Lewis Hamilton não descartou se juntar aos protestos no GP dos EUA (Foto: AFP)

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No último dia 22, durante um comício no Alabama, Trump criticou os protestos, que classificou como “antipatrióticos”, e, além de usar palavras chulas para se referir aos atletas, sugeriu que os manifestantes sejam demitidos.
 
A polêmica com a NBA tem uma origem um pouco diferente. Tradicionalmente, as equipes vencedoras das ligas americanas visitam a Casa Branca, mas Stephen Curry, astro do Golden State Warriors, admitiu que votaria contra uma ida de sua equipe à residência oficial do presidente. Trump, então, reagiu pelo Twitter e retirou o convite.
 
A reação na liga foi igualmente veloz, com LeBron James, um dos principais jogadores da atualidade, assumindo a linha de frente ao declarar que “ir à Casa Branca era uma honra até você chegar”.
 
No início da semana, Hamilton postou no Instagram um vídeo de um cachorro ‘atacando’ um boneco de Trump. O vídeo causou polêmica e foi rapidamente removido, mas Hamilton negou ter tirado sua postagem do ar. Muitos acreditam, porém, que foi uma ordem da Mercedes.
 
“Esta é uma história muito controversa e polarizadora”, disse Wolff. “Eu não gostaria de me envolver em política. Os sentimentos de Lewis em relação aos direitos humanos são muito fortes e acho que ele quis mostrar isso, mas talvez ele deva repensar no uso do Instagram como um canal de comunicação. Mas consigo me relacionar com os sentimentos dele”, seguiu.
 
“Acho que uma das coisas mais importantes nos EUA é que você tem o direito de expressar sua opinião e eu gostaria de deixar isso lá”, falou. “Acho que estamos aqui como parte de uma equipe esportiva e o esporte deveria unir, e não sei se isso está acontecendo em todas as partes do mundo. Então eu prefiro liderar pelo exemplo ao invés de comentar sobre política”, justificou.
 
Às vésperas do GP dos Estados Unidos, Hamilton não descartou se ajoelhar durante o hino nacional.
 
“Não pensei nisso”, disse o britânico ao jornal inglês ‘The Times’. “Eu nem sequer pensei naquela corrida, mas vou ter de começar a pensar ― o seria o certo de se fazer ou se eu realmente preciso me envolver. Acho que nós todos precisamos ficar juntos”, defendeu.
 
Mesmo tentado a pedir que Hamilton não se envolva com política, Wolff reconheceu que esta tática não funcionaria com o piloto de 32 anos.
 
“Quanto mais você tenta limitá-lo ― colocá-lo numa caixa ―, mais prejudicial será para a performance dele. A antiga mentalidade de que ‘um piloto de corrida tem de ser assim ou assado’ é inválida para Lewis”, concluiu.
 
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