F1
01/10/2018 05:30

Chefe da Mercedes prefere “ser malvado a idiota” e revela noite em claro: “Pensei no GP da Áustria 2002”

O diretor-executivo da Mercedes, Toto Wolff, chegou a uma conclusão simples na linha de raciocínio que traçou no sábado à noite: entre ser o malvado ou o idiota, preferiu a primeira coisa. Se ajudar a consolidar o título, tudo bem
Warm Up / Redação GP, do Rio de Janeiro
 Toto Wolff (Foto: AFP)
O diretor-executivo e chefe na prática da Mercedes, Toto Wolff, foi quem tomou a decisão de ordenar que Valtteri Bottas abrisse mão da ponta do GP da Rússia do último domingo em prol de Lewis Hamilton. No fim das contas, segundo Wolff, é uma questão de escolher ser o insensível ou o burro.
 
Como colocou o dirigente, "malvado ou idiota". Wolff faz questão de reiterar que não gostou de tomar a decisão, mas que entendeu necessário fazê-lo pensando no bem maior - apesar de Hamilton ter entrado na corrida com uma vantagem de 40 pontos. 
 
"Alguém precisa ser o malvado de vez em quando, e hoje fui eu. É necessário colocar tudo na balança: ser malvado no domingo ou, por muitas razões, ser um idiota em Abu Dhabi no fim da temporada. Eu prefiro ser malvado hoje e não o idiota no fim do ano", disse.
 
"Racionalmente, foi a escolha correta a fazer. Nosso coração esportivo diz que não. No fim, se faltarem cinco ou três pontos, você é o maior idiota do mundo por priorizar o resultado de uma corrida de Valtteri ao campeonato", seguiu.
 
Com a pole de Bottas no sábado, Wolff admitiu que passou a noite pensando  na situação famosa da Ferrari na Áustria, 16 anos atrás. Naquela oportunidade, a Ferrari mandou e Rubens Barrichello abriu o caminho para Michael Schumacher vencer na última curva. Confirmou que conversou com Bottas sobre a possibilidade.
Lewis Hamilton e Valtteri Bottas (Foto: Mercedes)
"Passei meia noite ontem pensando na situação e nas implicações do GP da Áustria de 2002 para a marca. É uma escolha muito difícil para fazer", ponderou.
 
"O que discutimos hoje de manhã foi se ele esperaria que o time trabalhasse para ele se estivesse na situação de Lewis. E a resposta claramente é que sim. Então ele entende, mas, no coração, assim como no meu e no de Lewis e todos nós, não parece certo ele ter perdido a corrida, uma vez que era o líder", encerrou.
 
Hamilton agora tem 50 pontos de frente para Sebastian Vettel.