Chefe da Mercedes prega estabilidade e mostra dúvida sobre dupla Hamilton-Wehrlein: “Combinação explosiva”

Tudo o que Toto Wolff não quer é ver a Mercedes internamente desestabilizada, da mesma forma que aconteceu com a McLaren em 2007, quando viveu o auge da rivalidade entre Lewis Hamilton e Fernando Alonso. O dirigente austríaco tem muitas dúvidas sobre promover Pascal Wehrlein a titular por entender que o alemão pode não se entrosar com o tricampeão do mundo

 

Ao que tudo indica, Toto Wolff está cada vez menos inclinado a promover Pascal Wehrlein ao posto de titular da Mercedes depois da surpreendente aposentadoria anunciada por Nico Rosberg. No momento, a lista dos pretendentes à vaga deixada pelo campeão mundial de 2016 se resume a apenas dois nomes: o próprio Wehrlein, reserva imediato da equipe de Brackley, e Valtteri Bottas, hoje ainda na Williams. Caso o finlandês, velho conhecido de Wolff, seja o escolhido, Massa volta da aposentadoria e assume seu lugar na equipe britânica, conforme revelou o GRANDE PRÊMIO.

 
Em teoria, a opção por Wehrlein parecia ser a lógica, já que o alemão foi forjado pelo programa de desenvolvimento da Mercedes e foi o reserva imediato de Rosberg e Lewis Hamilton. Entretanto, Wolff entende que a chegada de um jovem como Pascal, com todo o ímpeto de um garoto da sua idade — apenas 22 anos —, colocaria em xeque a estabilidade interna da Mercedes, levando a um cenário parecido com o vivido pela McLaren em 2007, ano que marcou a explosiva rivalidade entre Hamilton e Fernando Alonso.

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Toto Wolff mostra dúvidas sobre Pascal Wehrlein (Foto: Getty Images)
Naquele ano, Alonso havia sido contratado pela McLaren a peso de ouro depois de ter conquistado dois títulos mundiais (em 2005 e 2006) com a Renault. Por sua vez, Hamilton era promovido a titular e fazia sua estreia na F1. Mas o então jovem britânico não se intimidou com o bicampeão ao seu lado nos boxes e o desafiou, ganhando o apoio de Ron Dennis. 
 
A batalha entre os dois foi intensa nas pistas e também nos bastidores. No fim das contas, mesmo com o melhor carro do grid, a McLaren viu seus dois pilotos perderem o título, que foi conquistado, de forma improvável, por Kimi Räikkönen, da Ferrari.
 
Portanto, Wolff entende que uma possível contratação de Wehrlein colocaria em risco a harmonia interna na Mercedes. A equipe não chegou a ser um berço de tranquilidade nos últimos anos em razão da rivalidade entre Hamilton e Rosberg. “Lewis e Pascal seria uma combinação explosiva. O que eu quero evitar é o cenário ‘Alonso-Hamilton’”, declarou o chefe da Mercedes em entrevista ao diário ‘Kolner Express’.
BRUNO SENNA FALA DA CARREIRA, DO FUTURO E DA VOLTA DE MASSA

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A decisão da Mercedes sobre quem será o substituto de Rosberg deverá levar mais alguns dias para ser anunciada. A equipe confirmou que só pretende oficializar o novo companheiro de Hamilton depois das festas de fim de ano, com o anúncio não sendo feito antes do dia 3 de janeiro. A pré-temporada da F1 terá início em 27 de fevereiro com a abertura dos testes no tradicional circuito de Barcelona.

 

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