Chefe da Mercedes revela que impôs só duas condições à Red Bull para fechar acordo de fornecimento de motores

Toto Wolff, chefe da Mercedes, disse que estabeleceu apenas duas condições para fornecer motores à Red Bull, mas que o time chefiado por Christian Horner nunca quis debater as imposições e que, por isso, as negociações não foram adiante. A primeira condição era não fazer nada contra vontade da Renault e a segunda era que a equipe tetracampeã não poderia ser melhor que os alemães

Chefe da Mercedes, Toto Wolff revelou que impôs apenas duas condições para fechar um acordo de fornecimento de motores com a Red Bull para 2016, mas que a equipe austríaca nunca quis discutir os termos do contrato. O dirigente ainda afirmou que as negociações aconteceram durante o mês de julho último. 
 
A informação também foi confirmada por Bernie Ecclestone, que disse, durante o GP dos EUA, no último fim de semana, que a esquadra das bebidas energéticas começou a desfazer os laços com a Renault porque achou que já havia garantido um contrato com a montadora de Stuttgart.
Toto Wolff disse tentou um acordo justo com a Red Bull (Foto: Mercedes)
A reunião que marcou a conversa entre Red Bull e Mercedes, ainda durante o verão europeu, contou com a presença de Wolff, Christian Horner, chefe da esquadra tetracampeã, Niki Lauda, o presidente não-executivo da Mercedes, além de Ecclestone, o chefão da F1.
 
No entanto, a equipe alemã alega que a Red Bull nunca respondeu às condições impostas e que, por isso, a negociação foi encerrada. "Nós tínhamos dois pontos chave. A primeira condição que precisávamos era ter uma carta branca da Renault, já que eles são parceiros industriais da Mercedes, e nós nunca faríamos nada contra eles", afirmou.
 
"A menos que a Renault nos desse isso, não poderíamos ir em frente. Seria uma brecha no contrato, e temos de encarar isso de forma mais ampla, além da F1", completou.
 
"A outra condição que acordamos foi que, em caso de fornecimento de motores à Red Bull, não poderia existir a possibilidade de diluir o nosso próprio sucesso porque eles poderiam ser muito bem sucedidos com o nosso motor."
 
"Isso seria justo, mas para aceitar seria necessário saber que tipo de atividades de marketing poderíamos desenvolver em uma escala mundial. Se estivéssemos sendo prejudicados no lado da F1, quanto poderíamos ganhar em benefícios de forma global? Poderíamos fazer um esquema com os carros, eventos conjuntos, plataformas comuns? Por favor, tragam alguém que possamos falar sobre isso, dissemos a eles. Porém, como se sabe, no fim, nada aconteceu", encerrou Wolff.

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