Chefe da Pirelli afirma que decisão sobre próxima fornecedora de pneus da F1 cabe a Ecclestone

Chefe da divisão de esportes a motor da Pirelli, Paul Hembery reforçou a “história centenária” da fábrica de Milão como uma grande base para a permanência na F1 no triênio 2017-2019. Mas o britânico entende que caberá somente a Bernie Ecclestone, diretor dos direitos comerciais do esporte, decidir sobre Pirelli ou Michelin como futura fornecedora de pneus da categoria

Apenas Michelin e Pirelli se inscreveram no processo seletivo promovido pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) para a escolha da próxima fornecedora de pneus da F1 para o triênio 2017-2019. A fábrica italiana, que nesta nova passagem pela categoria se faz presente no grid desde 2011, concorrerá com a marca francesa, que brilhou nos anos 2000 e que tenta regressar ao esporte apresentando propostas inovadoras. Contudo, na luta entre Michelin e Pirelli, prevalecerá, acima de tudo, a palavra de Bernie Ecclestone. É nisso que acredita Paul Hembery, chefe da divisão de esportes a motor da fornecedora de Milão.

A decisão está prestes a ser tomada. Isso porque as duas marcas tiveram até o último dia 17 de julho para convencer as equipes e a própria FIA sobre os planos para a F1. O anúncio sobre a nova fornecedora da categoria será feito em setembro.

Em entrevista ao site da revista britânica ‘Autosport’, Hembery reforçou a história centenária da Pirelli como uma “enorme base de aprovação”, mas por parte da FIA, ressaltando que agora cabe a Ecclestone, o diretor comercial da F1, decidir entre Pirelli e Michelin.

A Pirelli concorre com a Michelin para ser a próxima fornecedora da F1 no triênio 2017-2019 (Foto: Andrew Hone/Pirelli)

“Obviamente, temos uma história de 100 anos no esporte a motor, e estamos na F1 nos últimos cinco anos. Está é uma enorme base de aprovação, caso queira, partindo do ponto de vista da FIA. Nós somos conhecidos, estruturados, um fornecedor de alta qualidade no esporte a motor ao redor do mundo, e esta é, definitivamente, uma base para aprovação”, declarou o engenheiro britânico.

“Em termos dos aspectos técnicos, já dissemos que vamos cumprir com os requisitos exigidos pela F1. Se eles quiserem fazer mudanças nas regras, então vamos empregar nossos máximos esforços para acompanha-los. Vamos seguir as regras e cumprir com as decisões das equipes, do promotor e da FIA”, comentou.

Recentemente, a Pirelli testou, em um carro de GP2 guiado pelo ex-piloto e atual comentarista Martin Brundle, um protótipo de 18 polegadas. Mas a fábrica de Milão deixou claro que não gostaria de ter de lidar com muitas mudanças no regulamento dos compostos, mas indicou que seguirá aquilo que for determinado pela FIA.

Por outro lado, a Michelin crê que pode ajudar a tornar a F1 mais empolgante, usando como exemplo sua participação nas 24 Horas de Le Mans. Para tal, Pascal Couasnon disse que, “para alcançar isso, você precisa de um pneu de altíssima performance, aderência fenomenal, e é isso que nos empolga.”

“A Michelin injetou entusiasmo no turismo e no endurance, então por que não devemos fazer isso também na F1?”, indagou o diretor-esportivo da Michelin, marca que substituirá a Bridgestone como fornecedora da MotoGP a partir do ano que vem.

Hembery lembrou que a Michelin buscará alternativas para agradar Bernie e vencer a concorrência, mas não se mostrou preocupado com a disputa com a marca francesa.

“Obviamente, não temos as ideias das propostas que eles fizeram e as propostas que eles farão a Bernie. Definitivamente, agora se trata de uma decisão comercial. A FIA tem feito a sua parte, que é a de qualificar o fornecedor, e agora cabe ao detentor dos direitos comerciais decidir qual é o parceiro mais apropriado para o esporte”, falou.

“Vamos, certamente, entrar numa fase de discussão com o promotor, olhando para todos os aspectos do acordo comercial. Estou certo de que ele fará o mesmo com a outra parte e, em seguida, tomar e informar sua decisão”, finalizou Hembery.

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