Chefe da Red Bull não se arrepende de críticas contra “conservadora” Renault: “Só disse verdades”

A tensa relação entre Red Bull e Renault foi uma das marcas da temporada 2015. E Christian Horner, chefe da equipe austríaca, não se arrepende da troca de acusações entre as partes, em um processo que eventualmente acabou com a parceria técnica entre equipe e fornecedora

Christian Horner, chefe da Red Bull, viveu um 2015 difícil. Longe de contar com o melhor equipamento do grid, o dirigente viu sua equipe se afastar da briga pelas primeiras posições, ficando atrás até da Ferrari e da Williams. Agora pensando em 2016, Horner não se arrepende de criticar as fracas unidades de potência da Renault.
 
O dirigente pensa que os ataques, geralmente públicos, eram consequência da frustração da Red Bull e da Renault, distantes dos grandes resultados conquistados até 2013.
 
“Penso que coisas foram ditas de ambos os lados. Claro, nunca é bom conduzir seu negócio em público, mas isso surgiu mais da frustração do que de qualquer outra coisa”, argumentou Horner, em entrevista ao jornalista Adam Cooper.
Cyril Abiteboul, diretor-esportivo da Renault, e Christian Horner, chefe da Red Bull, durante coletiva da FIA (Foto: Getty Images)
“É muito fácil para usar qualquer desculpa que for conveniente. Mas o que precisamos lembrar é que este negócio é uma competição. Até onde me lembro, só disse verdades. Quando me fazem perguntas, eu dou respostas. E, se você olhar para o que eu disse, não penso que houve algo particularmente injusto nos comentários feitos”, seguiu.
 
A parceria com a Renault chegou ao fim em 2015. Agora, a Red Bull seguirá com motores TAG-Heuer – que, na verdade, são as mesmas unidades de potência francesas deste ano, mas com preparação diferenciada. Agora, o  respeitado Mario Illien foi contratado para desenvolver o projeto de 2016.
 
“A Renault passou por algumas mudanças na gerência no fim do ano passado, e surgiram muitos boatos. Introduzimos Mario Illien a eles, houve resistência em um primeiro momento, criamos um grupo de motores para apoiar. Não houve a mais tranquila das relações entre Milton Keynes e Viry, e disso surgiu a frustração”, lamentou Horner.
A parceria Red Bull-Renault fracassou em 2015 (Foto: Getty Images)
“Penso que eles são uma organização conservadora, e é claro que o nosso DNA é avançar, ir em frente, fazer progresso. E, claro, muitas promessas foram feitas no último trimestre do ano, e de 2014 para 2015, então é inevitável que as expectativas tenham crescido. E era frustrante nos ver distantes, e atrás de onde estávamos em 2014”, recordou.
 
“Nunca senti que a Renault estivesse de acordo com nossa capacidade técnica, que tentamos oferecer. Desde o começo esteve claro que a Renault não estava feliz sendo apenas uma fornecedora. Desde o fim do ano passado eles já estavam pensando em ser construtores novamente”, opinou.
 
De fato, a Renault vai passar a ter equipe própria em 2016. A montadora francesa oficializou a compra da Lotus, mas ainda não confirma se Pastor Maldonado e Jolyon Palmer – contratados, a priori – seguirão.
 
Para a Red Bull, resta a expectativa de tentar se reerguer após dois anos de resultados pífios. A escuderia seguirá contanto com os bons Daniel Ricciardo e Daniil Kvyat em 2016.

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