Chefe garante respaldo da Ferrari, mas admite: “Meu tempo aqui não é infinito”

Mattia Binotto garante que tem respaldo da Ferrari mesmo com a saída de Louis Camilleri, em dezembro, mas chefe de equipe admitiu que não vai ficar para sempre em Maranello

Mattia Binotto é chefe de equipe da Ferrari desde 2019, mas não escapa das críticas, especialmente pela queda da equipe italiana, que em 2020 fez a pior temporada em 40 anos ao fechar o campeonato em 6º entre os Construtores.

O futuro de equipe passou a ser bastante questionado quando Louis Camilleri, diretor-executivo da Ferrari, renunciou ao cargo em dezembro passado. Binotto revelou que tinha o apoio do antigo CEO, mas que não existem planos de mudanças internas na Ferrari.

“Eu acho que ele foi um fantástico CEO, chefe e amigo. Muito apoiador, visão de longo prazo em termos de ter paixões e investir. Mas devo dizer que tudo o que fizemos estava sendo apoiado por nosso presidente, John Elkann, e o nosso vice-presidente Pierro Ferrari, e tenho de dizer que tenho total confiança e apoio desses caras, pelos quais sou conhecido muito anos”, afirmou o chefe de equipe.

A Ferrari viveu uma de suas piores temporadas dos últimos tempos (Foto: AFP)

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Binotto está na Ferrari desde 1995, quando trabalhava na parte dos motores, até assumir o posto de diretor-técnico em 2016, até finalmente ser o chefe de equipe. Apesar do longo tempo em Maranello e do respaldo, ele sabe que sua trajetória na equipe não é eterna.

“Hoje, não acho que temos mudanças nos nossos planos e no que será nosso futuro. Eu sei que meu tempo não infinito. Estou ciente do fato que precisamos, como equipe, ir bem nas próximas temporadas. Mas em termos de visão, não mudou. Sabemos que não existe solução mágica na Fórmula 1 para se tornar competitiva e referência para outras equipes”, completou.

Em 2021, a Ferrari tem importante mudança na dupla de pilotos. O tetracampeão mundial Sebastian Vettel deixou a equipe após cinco anos e foi substituído pelo espanhol Carlos Sainz, que será o parceiro do monegasco Charles Leclerc.

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