Diretor-executivo da Ferrari alega razões pessoais e pede demissão após 2 anos no cargo

Louis Camilleri pediu demissão na Ferrari para se aposentar. A montadora não tem substituto imediato para o ex-diretor-executivo, que assumiu após morte de Sergio Marchionne

A noite de quinta-feira (10) é mais agitada do que o esperado na Ferrari. Louis Camilleri, diretor-executivo da montadora italiana desde julho de 2018, pediu demissão com efeito imediato para se aposentar e tratar de assuntos pessoais.

A manobra de Camilleri aparenta pegar a Ferrari de surpresa, já que não houve anúncio de substituto. John Elkann, presidente da marca, ocupa a posição de diretor-executivo de forma provisória, aguardando resultado de processo seletivo.

“Gostaria de expressar nossos mais sinceros agradecimentos a Louis por sua dedicação irrestrita como nosso diretor-executivo desde 2018 e como membro do nosso Conselho de Administração desde 2015″, afirmou Elkann.

“A sua paixão pela Ferrari sempre foi sem limites e, sob sua liderança, a empresa tem afirmado ainda mais sua posição como uma das maiores empresas do mundo, capitalizando sua herança verdadeiramente única e busca infalível pela excelência. Desejamos a ele e sua família uma aposentadoria longa e feliz”, seguiu.

Louis Camilleri encerra sua passagem pela Ferrari (Foto: Ferrari)

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“A Ferrari tem feito parte da minha vida e servir como diretor-executivo tem sido um grande privilégio. Minha admiração pelos extraordinários homens e mulheres de Maranello e pela paixão e dedicação que colocam a tudo o que fazem, não conhece limites”, falou Camilleri. “Estou orgulhoso das inúmeras conquistas da Ferrari desde 2018 e sei que os melhores anos ainda estão por vir”, emendou.

Camilleri foi um dos sucessores de Sergio Marchionne, que morreu de forma inesperada em julho de 2018. O italiano assumiu como diretor-executivo ao mesmo tempo em que John Elkann virou presidente e Piero Ferrari virou vice-presidente – era necessário achar três dirigentes diferentes, já que Marchionne acumulava funções nos anos finais de vida. Ainda não está claro quais serão as consequências da mudança sobre a escuderia de Fórmula 1.

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