Chefe da McLaren vê desafio com México-Brasil-Catar, mas lembra: “Somos racers”

Com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO, Andreas Seidl, chefe da McLaren, lembrou que o cansaço é inevitável com viagens tão longas em pouco tempo, mas frisou: “Viemos para correr”

Lewis Hamilton emociona público em Interlagos ao segurar bandeira do Brasil (Vídeo: Reprodução/F1 TV)

A Fórmula 1 não para. Antes mesmo do desfecho do GP de São Paulo, em Interlagos, funcionários das dez equipes do grid já encaixotavam boa parte dos equipamentos para a longa viagem, de mais de 15 horas, rumo a Losail, palco do debutante GP do Catar, já neste próximo fim de semana. A prova no Oriente Médio será o desfecho da mais longa rodada tripla da história da categoria depois de viajar para a Cidade do México e a capital paulista num período de três semanas. Andreas Seidl, chefe da McLaren, falou sobre o assunto com exclusividade ao GRANDE PRÊMIO.

Semanas atrás, o dirigente alemão já chegou a bradar contra as corridas em três finais de semana consecutivos. “O que temos agora é um fardo muito grande para colocarmos sobre nosso pessoal”, afirmou Seidl à revista britânica Autosport.

▶️ Inscreva-se nos dois canais do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP | GP2

MCLAREN; GP DE SÃO PAULO; F1; FÓRMULA 1;
A McLaren está em quarto no Mundial de Construtores (Foto: McLaren)

Ciente que se trata de uma situação irreversível por parte da F1, que manteve as rodadas triplas no calendário para 2022, o chefe da McLaren se mostrou mais resignado neste fim de semana de GP de São Paulo.

Antes das atividades de pista em Interlagos, houve um problema logístico no transporte dos equipamentos da Fórmula 1 por via aérea do México até o Brasil. Algumas equipes só receberam peças fundamentais o funcionamento dos carros, como os motores, na tarde da última quinta-feira em Interlagos.

Ao GP, Seidl lembrou que só resta conviver com o cansaço, as longas viagens e a série de corridas, tirar o melhor proveito delas e fazer o trabalho de sempre.

“Rodada tripla é sempre um desafio para o paddock da Fórmula 1. Um desafio em termos logísticos, mas, ao mesmo tempo, somos ‘racers’ ansiosos por corridas, e em provas com grande atmosfera e público como México e Brasil. Catar é algo novo que estamos curiosos. No fim, vemos como um desafio”, explicou.

Tem o adicional extra por ser no fim da temporada e também por todos estarem cansados, mas viemos para correr, e toda corrida é uma oportunidade também, especialmente agora que caímos para quarto no campeonato. Precisamos responder o mais rápido possível. É assim que estamos abordando”, complementou Andreas Seidl.

A Fórmula 1 acelera neste fim de semana com o novo GP do Catar. O GRANDE PRÊMIO acompanha tudo AO VIVO e em TEMPO REAL.

F1 EM SÃO PAULO: HAMILTON VENCE NA RAÇA, VERSTAPPEN 2° | Briefing
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.

GOSTA DO CONTEÚDO DO GRANDE PRÊMIO?

Você que acompanha nosso trabalho sabe que temos uma equipe grande que produz conteúdo diário e pensa em inovações constantemente. Mesmo durante os tempos de pandemia, nossa preocupação era levar a você atrações novas. Foi assim que criamos uma série de programas em vídeo, ao vivo e inéditos, para se juntar a notícias em primeira-mão, reportagens especiais, seções exclusivas, análises e comentários de especialistas.

Nosso jornalismo sempre foi independente. E precisamos do seu apoio para seguirmos em frente e oferecer o que temos de melhor: nossa credibilidade e qualidade. Seja qual o valor, tenha certeza: é muito importante. Nós retribuímos com benefícios e experiências exclusivas.

Assim, faça parte do GP: você pode apoiar sendo assinante ou tornar-se membro da GPTV, nosso canal no YouTube

Saiba como ajudar