Chefe diz que McLaren “precisa de 12 meses” para resolver fraquezas do MCL38

Andrea Stella, chefe da McLaren, negou que haja "algo errado" na fábrica da equipe, mas disse que ainda serão necessários "12 meses de desenvolvimento" para sanar problemas do carro

Depois de conquistar o primeiro pódio da temporada 2024 da Fórmula 1 na Austrália, com Lando Norris, a McLaren já pensa na primeira rodada de atualizações do campeonato, que será levada pela equipe a Ímola — sétima etapa do ano. No entanto, o chefe Andrea Stella tratou de baixar as expectativas e afirmou que as fraquezas do MCL38 ainda precisariam de 12 meses para serem completamente resolvidas. Entre elas, o dirigente citou a falta de potência com a asa móvel aberta e o desempenho em curvas longas.

“Estamos muito felizes com o nível de desenvolvimento dos últimos 12 meses, mas diria que precisamos de outros 12 meses para termos um carro com DRS potente e força nas curvas longas”, disse Stella. “Por volta da sexta ou sétima corrida, devemos ter uma rodada de atualizações. E espero que tenhamos outras ao longo da temporada”, afirmou.

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“Levaremos a temporada inteira para adicionar performance o suficiente para não vermos mais essas fraquezas. Mas essas áreas melhoraram”, analisou.

Segundo ele, entretanto, as fraquezas não são resultado de “algo errado” acontecendo na fábrica, mas sim uma escolha de desenvolvimento da própria equipe. Em tempos de teto orçamentário, os times precisam escolher uma direção a seguir, o que faz com que precisem de mais tempo para adicionar performance em todas as áreas.

Andrea Stella comentou sobre as deficiências do carro da McLaren (Foto: XPB Images)

“Vamos acabar com as fraquezas com o desenvolvimento do carro. Não é como se elas existissem porque algo está errado. Não há nada de errado, o carro não está desenvolvido o suficiente e esses aspectos, como ser fraco em curvas longas ou não ter velocidade o suficiente no DRS, acabam expostos”, comentou.

Por fim, Stella afirmou que o carro se comporta de acordo com o esperado nas simulações da equipe — que consegue ver na pista o mesmo desempenho apresentado no túnel de vento.

“Mas essa é uma consequência do desenvolvimento. Se você me perguntar como o carro está se comportando, eu diria que muito bem, conforme o esperado. Ele faz exatamente o que esperamos do túnel de vento e dos computadores”, finalizou o chefe da McLaren.

A próxima etapa da Fórmula 1 acontece neste fim de semana, entre os dias 5 e 7 de abril, com o GP do Japão, quarta rodada da temporada 2024. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento.

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