Chefes de equipe afastam ideia de ajuste em motor para F1 2026: “Bonde já passou”

A ideia do diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, de fazer ajustes nas unidades de potência caso sejam necessários não foi bem aceita por chefes como Toto Wolff, da Mercedes, alegando que já existe um trabalho avançado na produção da próxima geração de motores da F1

A apresentação do regulamento para a temporada 2026 da Fórmula 1 deixou os chefes de equipes bastante preocupados por conta das mudanças significativas na aerodinâmica do carro, e a ideia da Federação Internacional de Automobilismo (FIA) de promover ajustes na unidade de potência caso seja preciso também não foi bem recebida. Os dirigentes alertaram que já existe um trabalho de dois anos em curso com relação aos novos motores.

A polêmica instaurou-se desde que a FIA revelou ao mundo as novidades que serão introduzidas nos carros daqui a pouco menos de dois anos. A proposta é que os bólidos tenham uma aerodinâmica ativa, com mobilidade nas asas traseira e dianteira, além de um novo sistema de ultrapassagens que usará energia elétrica dos carros.

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A questão, no entanto, foi encarada com preocupação por equipes e também pilotos, tanto que uma reunião foi marcada durante a passagem da F1 por Montreal, no último fim de semana, entre os chefes e o CEO da categoria, Stefano Domenicali, para discutir tais mudanças.

Mas o diretor de monopostos da FIA, Nikolas Tombazis, tentou tranquilizar a todos afirmando que alterações ainda poderiam ser feitas no texto antes da versão definitiva e ainda sugeriu que, se necessário, ajustes na unidade de potência seriam bem-vindos.

A F1 terá motores novos em 2026 e também mudanças na aerodinâmica (Foto: Red Bull Content Pool)

O problema é que o regulamento de motores para 2026 — com a parte elétrica ampliada em uma divisão 50/50 e construídos para rodarem com combustível 100% sustentável — foi aprovado em agosto de 2022, o que significa que os times já trabalham no desenvolvimento das peças há tempos. “Com relação à unidade de potência, o bonde já passou”, afirmou o chefe da Mercedes, Toto Wolff, à imprensa.

“Há equipes que sentem que estão em desvantagem, e há outras que sentirão, como as OEMs (fabricantes de equipamento original), que fizeram um bom trabalho. Esse tipo de luta é normal em regulamentos. Acredito que, do lado do chassi, há ajustes possíveis que precisamos fazer. Mas quanto ao motor, o processo está muito avançado”, salientou.

Bruno Famin, chefe da Alpine, seguiu o mesmo raciocínio. “Precisamos ter cuidado, porque quase nada foi feito quanto ao chassi, já que não há regulamentação. Mas temos dois anos de trabalho na unidade de potência”, alertou.

Já o chefe da Red Bull, Christian Horner, mostrou-se mais flexível e falou que a resistência em modificações nos motores é maior do lado da rival Mercedes. “Há sempre alguém que não quer mudar. Mas isso depende da FIA.”

“Como disse, nunca é tarde. Eles têm todo o conhecimento e simulações. Tem de se ver o que é melhor para a F1 e o que produzirá as melhores corridas. Portanto, confie neles e na FOM para tomar as decisões certas. Seja isso necessário ou não, eles têm todo o conhecimento para saber”, finalizou.

Fórmula 1 volta entre os dias 21 e 23 de junho, em Barcelona, com o GP da Espanha, décima etapa da temporada 2024.

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