Horner lista impacto de nova equipe na F1 e compara: “É como peru votando no Natal”

Chefe da Red Bull, Christian Horner voltou a falar do impacto na divisão de receitas na Fórmula 1, mas apontou também desafios logísticos para se posicionar contra a entrada de uma nova equipe

Chefe da Red Bull, Christian Horner avaliou que pedir para as atuais equipes do grid defenderem a entrada de uma 11ª integrante é como ver um “peru votando no Natal”. O dirigente considerou que além de afetar a divisão de receitas da Fórmula 1, também existe um considerável impacto logístico.

A Andretti segue manifestando publicamente o desejo de entrar na F1 e, na última quarta-feira, a asiática LKY Sunz também manifestou a vontade de entrar na categoria.

Horner voltou a apontar problemas para receber uma nova equipe na F1 (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

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Horner entende, porém, que nada mudou nos últimos meses, já que o impacto financeiro de uma nova equipe seria sentido por todas as integrantes atuais. Além disso, o rubro-taurino citou, também, falta de espaço para acomodar mais um time.

“Acho que a questão permanece a mesma de 12 meses atrás, tanto em termos fiscais — qual o incentivo para uma equipe existente ou uma franquia aceitar uma 11ª entrada e, no fim, quem paga?”, disse Horner. “Quer dizer, se isso dilui a receita dos dez, é como o peru votando noNatal. Por que fariam isso?”, indagou.

“Quer dizer, a Liberty Media está preparada para pagar e financiar uma 11ª equipe? A FIA está preparada para reduzir as taxas dela para ajudar a acomodar isso? Então, sabe, tem todos os aspectos financeiros, mas acho que, além disso, com a maneira como o esporte se desenvolveu, se você olhar para o pit-lane, por exemplo, aqui ou em um lugar como Mônaco, Zandvoort, ou alguns dos circuitos em que estamos correndo agora, onde poderíamos acomodar uma 11ª equipe?”, indicou.

“Acho que isso por si só, só em termos operacionais… onde você coloca o motorhome? Onde você coloca o apoio? Para onde vão os caminhões? Acho que seria incrivelmente difícil acomodar com a maneira como o esporte se desenvolveu atualmente”, opinou.

Chefe da Mercedes, Toto Wolff lembrou que, apesar de os líderes das equipes normalmente darem opiniões quando são questionados, eles não têm poder de decisão no assunto.

“Antes de mais nada, não temos voz nisso. Se nos perguntam, querem saber nossa opinião. Mas não somos parte do processo de escolher ou não uma equipe”, indicou Wolff. “A opinião que nós expressamos é que é muito difícil na Fórmula 1 ter performance. Nós levamos muitos anos para chegar onde estamos. Passamos realmente por momentos difíceis, onde a Fórmula 1 não era o blockbuster que é hoje e, portanto, quem quer que seja que entre no esporte, acho que seria benéfico para todos nós se eles pudessem acrescentar algo novo ao show, se puderem nos ajudar a aumentar a audiência ou se tem muitos dólares para investir em marketing, similar ao que nós fizemos ao longo dos anos — Red Bull e Mercedes, que estão aqui, colocaram centenas de milhões”, ressaltou.

“E se esse for o caso, acho que precisamos ter a mente aberta e dizer ‘Como podemos contribuir para fazer isso acontecer?’. Mas, de novo, não somos parte da governança, e, por isso, espero muito que possamos encontrar alguém — se decidirmos ter outra equipe — que possa realmente aproveitar o que temos hoje e tornar ainda melhor”, encerrou.

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