Coluna Apex, por Andre Jung: Anticlímax

Sebastian Vettel é muito rápido, e em velocidade pura parece se equiparar a Lewis Hamilton, porém também parece bastante ansioso, capaz de atrair encrencas sucessivas. Com um carro campeão nas mãos, vê o título escorrer por entre os dedos

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A Ferrari produziu um grande carro para 2017; uma aerodinâmica inovadora e um motor potente finalmente puseram os monopostos de Maranello à altura dos Mercedes. Até a metade da temporada conseguiu, com regularidade, liderar o Mundial de Pilotos.

 
Depois de suar a camisa em Spa-Francorchamps e Monza, pistas favoráveis às Flechas de Prata, todos aguardavam a resposta da Ferrari em Singapura e na Malásia. Nas duas oportunidades, a Ferrari abriu os trabalhos mostrando muita força, e nas duas vezes fracassou horrivelmente.
 
Se um acidente, ainda que se considere culpa desse ou daquele, pode ser creditado a uma difícil circunstância de largada, as duas quebras na Malásia foram deficiências da equipe. Dominaram a sexta-feira e fracassaram no sábado e no domingo.
 
Sebastian Vettel é muito rápido, e em velocidade pura parece se equiparar a Lewis Hamilton, porém também parece bastante ansioso, capaz de atrair encrencas sucessivas. Com um carro campeão nas mãos, vê o título escorrer por entre os dedos.
(Ilustração: Marta Oliveira)
Lewis, por outro lado, não deixa de aproveitar as oportunidades que vão se abrindo à sua frente. Com isso, transformou um campeonato muito disputado quase num passeio. Depois de um início de temporada onde viu não só Vettel, mas também Valtteri Bottas, recém-chegado à Mercedes, como reais ameaças, despachou os dois.
 
Bottas está mal. Nas classificações, vem tomando mais de 0s5 de Hamilton desde que as férias de verão acabaram e sabe que todo o bom trabalho do primeiro semestre já foi ofuscado pelo desempenho fraco das últimas quatro corridas. Tem de reagir com urgência se não quiser perder o que resta de prestígio.
 
Caso parecido com Felipe Massa. Começou a temporada cheio de gás, afirmou estar pilotando como nunca, mas foi perdendo terreno e hoje já não é mais surpresa ver o garoto estreante do carro ao lado terminar corridas à sua frente. Embora tenha sido atingido na largada, o que provocou danos ao assoalho do seu Williams, o retrospecto geral da temporada não é forte para garantí-lo no time em 2018.
Max Verstappen e o presente de aniversário de 20 anos (Foto: Getty Images/Red Bull Content Pool)
O carro aguentou, e Max Verstappen venceu, um presente para seu aniversário de 20 anos, comprovando todas as qualidades que saltam aos olhos desde que ele pôs as mãos num F1. Hamilton não impôs resistência mas não teria carro para aguentar o ataque do holandês.
 
Numa performance notável, Sergio Peréz, que passou mal desde a sexta-feira, teve de ser medicado, mas correu com muita determinação e chegou num improvável sexto lugar. Bela homenagem do mexicano aos seus conterrâneos que enfrentam o luto e a dura recuperação após os terremotos recentes.
 
 
Enquanto isso . . . 
 
. . . Robert Kubica, preterido por Carlos Sainz na Renault, luta por um cockpit na Williams . . .
 
. . . pelo mundo afora, é grande a torcida para ver o talentoso polaco alinhar em 2018 . . .
 
. . . Hamilton torna-se vegano e faz a defesa de sua escolha, contrariando muita gente poderosa . . .
 
. . . não tenho dúvida de que, com ele, o título estará em boas mãos.
HÁ ESPERANÇA?

MESMO COM RESULTADO RUIM, VETTEL GANHA FORÇA NA MALÁSIA  

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