Coluna Apex, por Andre Jung: Universo em desencanto

Abu Dhabi, com todo o espetáculo do pôr do sol, lembra muito o Baile da Ilha Fiscal: magnatas festejam a bordo de imensos iates enquanto a pindaíba bate à porta de metade do grid

A temporada 2015 da F1 acabou. Bem, acabou faz tempo, mas agora podemos dizer que chegou ao fim. Deste ano, de pouca competitividade e baixa audiência, fica registrada a falta de um caminho que faça a categoria recuperar seus atrativos.
 
Enquanto nós, brasileiros, continuamos a sofrer a ausência de um ídolo capaz de alavancar audiência que justifique a transmissão das corridas no maior canal de TV aberta do país, os alemães, que conquistaram tantos títulos recentes e dominam a categoria com a equipe Mercedes, também perderam interesse. Deixaram de realizar seu GP e não estão nem aí para as chances do alemão Nico Rosberg vencer Lewis Hamilton.
 
Ou seja, uma crise de motivações diversas e profundas se abate sobre a F1, que termina o ano desunida e mais cheia de dúvidas do que soluções.
 
O novo empoderamento das montadoras, para desgosto de Max Mosley, produziu um regulamento técnico hermético (cheio de punições de difícil compreensão), um aumento avassalador nas despesas, corridas em velocidade de cruzeiro e o domínio absoluto de uma só equipe. Difícil errar mais.
(Arte: Marta Oliveira)
Abu Dhabi, com todo o espetáculo do pôr do sol, lembra muito o Baile da Ilha Fiscal: magnatas festejam a bordo de imensos iates enquanto a pindaíba bate à porta de metade do grid. 
 
Da corrida, gostei de ver Rosberg ganhar mais uma. Ele é um piloto um tanto sem graça e é natural que não entusiasme a torcida, porém é muito melhor do que a maioria dos comentários, ou a primeira fase da temporada, faz supor.
 
O número de vezes que ele bateu seu companheiro de equipe, tido como um dos fenômenos da categoria, seja em treinos ou em corridas, não deveria deixar dúvidas de sua capacidade. Seis poles seguidas sobre Hamilton é um feito que ninguém conseguiu antes e mostra seu valor.
 
O resultado do mundial de pilotos alinhou as equipes; Mercedes 1 e 2, Ferrari 3 e 4, Williams 5 e 6, Red Bull 7 e 8, Force India 9 e 10. Uma demonstração de quanto os carros foram fundamentais e do distanciamento de performance entre cada equipe. 
 
Acompanho a F1 há 45 anos; de fã a comentarista, sempre mantive grande interesse sobre os acontecimentos dentro e fora das pistas. Hoje, me mantenho informado por necessidade profissional: a F1 está desconectada do mundo real, circuitos das arábias e iates gigantes só reforçam essa impressão.
 
Que o ano que vem tenhamos uma ótima temporada, com três ou quatro pilotos brigando pelo título, pegas fenomenais e com a decisão acontecendo somente na última prova (desejar não ofende).
 
Enquanto isso . . .
 
. . . um ano atrás Jenson Button não sabia se alinharia outra vez na F1, hoje já está garantido para 2016 . . .
 
. . . para tristeza de Kevin Magnussen, que assim como Jaime Alguersuari não conseguiu se manter no clube mesmo mostrando talento e juventude . . .
 
. . . a coluna Apex encerra sua 12ª temporada desejando boas festas à todos.
 

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E se os carros de F1 forem como este que a McLaren desenhou?http://grandepremio.uol.com.br/f1/noticias/video-mclaren-apresenta-visao-de-f1-do-futuro-com-revolucionario-modelo-conceitual-mp4-x

Posted by Grande Prêmio on Quinta, 3 de dezembro de 2015

PADDOCK GP EDIÇÃO #9: ASSISTA JÁ

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