Com apoio do pai, Mazepin tenta lugar na Haas para estrear na Fórmula 1 em 2021

Segundo informações do jornalista Roberto Chinchero, pessoas ligadas a Nikita Mazepin se reuniram com a Haas e outras equipes em Sóchi no último fim de semana. O pai do piloto da Fórmula 2, é dono e presidente de uma empresa de fertilizantes e tem fortuna avaliada em R$ 39 bilhões

Com um belo orçamento, um nome outrora pouco cotado tem potencial para ganhar força e assegurar um lugar no carro da Haas para a temporada 2021 da Fórmula 1. Nikita Mazepin, que assim como Lance Stroll e Nicholas Latifi é filho de pai bilionário, negocia com a equipe norte-americana um lugar para correr no ano que vem. A informação é do jornalista Roberto Chinchero, da versão italiana do site Motorsport.

Nikita, de 21 anos, é filho de Dmitry Mazepin, empresário russo que é dono e presidente do Grupo Uralchem, que atua na indústria química e na fabricação de fertilizantes. Dmitry tem uma fortuna estimada em cerca de US$ 7,1 bilhões (ou R$ 39 bilhões) e, da mesma forma que fazem Lawrence Stroll e Michael Latifi, não mede esforços e dinheiro para impulsionar a carreira do filho.

NIKITA MAZEPIN; FÓRMULA 2;
Nikita Mazepin já venceu duas corridas com a Hitech nesta temporada da F2 (Foto: F2/Twitter)

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Dmitry, por exemplo, comprou a estrutura da equipe britânica Hitech GP, pela qual Nikita disputa a temporada da Fórmula 2. Nascido em Moscou, Mazepin já venceu duas corridas na temporada e ocupa a sexta colocação do campeonato com 140 pontos. Na pontuação da superlicença, o jovem tem 33 e precisa terminar somente na sétima colocação na temporada para assegurar o documento que o habilita a pilotar na Fórmula 1 no ano que vem.

O sobrenome Mazepin não é novidade na Fórmula 1. Entre 2016 e 2018, o russo chegou a participar de testes pela Force India. Em maio do ano passado, na Catalunha, o ponto alto de Nikita foi a chance de participar de um dia de testes com o carro da Mercedes.

O pai de Nikita tentou comprar a Force India em 2018, mas perdeu a concorrência justamente para Stroll, que adquiriu a equipe de Silverstone e a batizou como Racing Point, levando para a estrutura o filho, Lance. Para 2021, além do novo nome, Aston Martin — resultado das ações que Lawrence Stroll adquiriu da montadora britânica —, a equipe vai contar com o tetracampeão mundial de Fórmula 1, Sebastian Vettel.

Segundo a reportagem, representantes de Mazepin se reuniram com “diferentes equipes”, incluindo a Haas, para onde o russo mostra ter interesse em fazer parte já na próxima temporada. A escuderia norte-americana ainda não definiu sua dupla de pilotos para o ano que vem, mas Guenther Steiner disse recentemente que trabalha com uma lista de mais de dez candidatos.

De acordo com a publicação, a investida de Mazepin por uma vaga na Haas impacta diretamente as negociações entre a equipe e Sergio Pérez, que passa a vislumbrar um outro lugar, tendo seu nome sendo ligado à Williams. A escuderia de Grove já anunciou a renovação de contrato com George Russell e Latifi para a próxima temporada, mas a mudança de proprietário traz a tendência de deixar o cenário outrora garantido um tanto incerto para 2021.

O anúncio da saída da Racing Point ao fim da temporada faz de Pérez a bola da vez do mercado de pilotos para a próxima temporada. Nos últimos dias, o mexicano foi relacionado a equipes como Haas, Alfa Romeo e até Red Bull. O que ‘Checo’ deixou claro é que não pretende ficar na Fórmula 1 apenas para fazer número.

“Estou há tantos anos competindo contra os melhores pilotos e com as melhores equipes do mundo que é difícil pensar em outro lado e já não competir contra eles. Há conversas, mas não tenho um contrato. Preciso de um projeto que me motive a treinar, a me levantar pelas manhãs, a viajar por todo o mundo. Um projeto que tenha futuro”, explicou o competidor nascido em Guadalajara em entrevista à emissora espanhola Movistar F1.

“Não tenho nada assinado ainda, mas há alguma evolução. Vamos ver como as coisas vão seguir. Nem eu, nem as equipes têm pressa. Então, vamos esperar um pouco”, disse.

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