Com McLaren no fim do grid, Alonso rejeita remorso por deixar Ferrari: “Sou uma das pessoas mais felizes do mundo”

Fernando Alonso vai reestrear pela McLaren no GP da Malásia deste fim de semana, e garante que está empolgado com o desafio de tentar levar a equipe de volta ao topo. Correr para lutar por pódios com a Ferrari não é algo que o anima o bastante. Valia o risco da mudança

Fernando Alonso trocou a Ferrari pela McLaren para a temporada 2015 da F1. De fora da primeira corrida do ano devido a uma concussão, ele pôde ver pela TV seu substituto subindo ao pódio com o macacão vermelho e seu novo companheiro de equipe terminando na última colocação. Difícil, mas nada que o deixe desanimado ou arrependido da decisão tomada.
 
Com todas as letras, ele afirmou: “Sou uma das pessoas mais felizes do mundo”.
 
O espanhol foi o protagonista da coletiva de imprensa da FIA nesta quinta-feira (26) em Sepang, na Malásia. Foi sua primeira entrevista desde o acidente sofrido na pré-temporada e que o tirou da abertura do campeonato na Austrália. Ele faz sua reestreia pelo time que defendeu em 2007, quando venceu quatro vezes e terminou o Mundial na terceira colocação. A primeira vitória aconteceu justamente no GP da Malásia.
 
Alonso reconheceu que o desempenho da McLaren está longe do ideal e admitiu que muitas das críticas feitas no momento são justas. Mas pediu tempo para poder provar que o projeto em andamento em Woking tem futuro e que valia assumir o risco.
Alonso está sorridente nos boxes da McLaren em Sepang (Foto: Getty Images)
“Tenho um desafio pela frente. Difícil, claramente. Mas vai ter um gosto melhor quando completarmos este desafio. Cresci vendo na TV o domínio da McLaren Honda com Ayrton Senna. Entendo que estamos bem atrás, seremos criticados e será justo. Mas não há nada que podemos fazer agora, apenas trabalhar. É um projeto de longo prazo”, declarou Alonso.
 
“Em toda a minha carreira, acho que tive momentos bonitos, mesmo nos cinco anos com a Ferrari. Não vencemos o campeonato, mas foi uma experiência fantástica. Poderia ficar e conquistar resultados melhores neste ano, mas depois de 14 anos de F1 e dois títulos, um pódio ou um quarto lugar não é mais um resultado legal”, argumentou o piloto.
 
O bicampeão afirmou que trabalhará em Sepang como se estivesse em mais uma sessão de testes.
 
“Temos que ter os pés no chão, sabendo que não estamos na posição que gostaríamos. Vai ser como uma sessão de testes. Fiz neste carro mais ou menos o mesmo número de voltas que outros fizeram em um dia. Não estou confiante com o carro no momento e vou ter que aprender não só na pilotagem, mas na abordagem que a McLaren dá para o fim de semana”, comentou.
 
As atividades de pista na Malásia terão início às 23h (de Brasília) desta quinta-feira com o primeiro treino livre. O GP terá sua largada às 4h de domingo. O GRANDE PRÊMIO acompanhará todas as atividades AO VIVO e em TEMPO REAL.
ISQUEIRINHO

A FIA divulgou a lista de coletivas do fim de semana do GP da Malásia e vai opor as parceiras em estado de guerra. Cyril Abiteboul, diretor da Renault, e Christian Horner, da Red Bull, vão estar na sala de coletiva/ringue na sexta-feira para o segundo assalto da F1 2015. Depois das trocas de farpas, o clima esquentou tanto que Abiteboul divulgou uma foto de um par de luvas de boxe que está levando para Sepang. Coisas de uma categoria mais agitada fora das pistas…

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