Com pouco efeito nas estratégias, Pirelli desconsidera impor escolhas mais agressivas de pneus em 2019

Fornecedora única de pneus da F1, a Pirelli informou que vai abrir de mão de escolhas mais agressivas de compostos para a temporada 2019. Segundo Mario Isola, não há razão para opções extremas, uma vez que não houve um grande impacto em 2018

A Pirelli não pretende ser tão agressiva na escolha de pneus para 2019, garantiu Mario Isola, chefe da fabricante italiana na F1. Para o dirigente, não há razão para impor opções extremas, ainda que não tenha certeza sobre o impacto do novo regulamento nos carros – para o Mundial deste ano, as equipes foram obrigadas a lidar com uma drástica mudança no setor aerodinâmico, além da carga extra de combustível.   
 
No final de 2018, Isola comentou que os compostos escolhidos para o campeonato que começa em março seriam mais duros, tentando permitir com que as equipes aumentassem o ritmo durante corridas de apenas um pit-stop. Com as escolhas já definidas para as quatro primeiras etapas dentro dessa filosofia, o dirigente falou que a abordagem dos times foi bem semelhante nos últimos dois anos.
 
“Fizemos uma análise interessante comparando 2017 e 2018. Em 2017, todos falavam que a Pirelli estava muito conservadora com a abordagem dos pneus. Tivemos carros novos e tudo, mas a realidade é que não fomos mais agressivos em todas as corridas de 2018”, revelou Isola em entrevista ao site americano ‘Racer’.
Mario Isola (Foto: Reprodução/Twitter)

Mario também citou que escolhas mais agressivas de pneus resultam em estratégias diferentes aplicadas pelas equipes, que optam por andar em um ritmo mais lento para evitar alto desgaste e manter um plano de apenas uma parada.
 

“Nas corridas em que escolhemos um pneu mais macio, o nível de controle de ritmo foi mais alto. Se você considerar corridas em que estivemos com pneus duas vezes mais macios – como Sóchi ou Mônaco – o gerenciamento do ritmo era gigante. O dobro comparado a 2017”, comentou Isola.
 
“Então, não podemos obrigar os times a ter uma estratégia diferente, porque eles obviamente vão calcular e falar ‘Ok, se eu considerar ritmo de corrida, tráfego, gasolina, configuração e etc, esta é a estratégia mais rápida’, e não podemos obrigá-los a adotar uma estratégia diferente e que é mais lenta apenas pelo show. Esta é a realidade, é melhor aceitar e tentar pensar em algo que realmente ajudará a melhorar o espetáculo”, concluiu.

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