Com sonho de pilotar pela Ferrari, Mick Schumacher exalta pai: “É o meu ídolo”

Em entrevista à revista alemã ‘Auto Bild Motorsport’, Mick Schumacher falou sobre a pressão que sofre pelo sobrenome que carrega, as conversas com Sebastian Vettel, a chance de defender a Academia de Pilotos da Ferrari e o sonho de correr pela escuderia de Maranello no Mundial de F1, seguindo os passos do pai, seu grande ídolo

Ao mesmo tempo em que vê a luta do pai pela vida, Mick Schumacher dá seus passos no automobilismo. 2019, por exemplo, foi um ano de descobertas para o filho de Michael Schumacher. Mick passou a integrar a Academia de Pilotos da Ferrari, estreou na F2, venceu uma prova, na Hungria, e ainda teve a chance de guiar o carro com o qual seu pai conquistou o heptacampeonato mundial. Além disso, teve de conviver com as inevitáveis comparações em razão do sobrenome famoso e pesado. 
 
Mesmo assim, o jovem de 20 anos se mostra tranquilo com o momento que vive. Sem jamais esquecer de Michael. “Meu pai é meu ídolo”, contou o piloto em entrevista veiculada pela revista alemã ‘Auto Bild Motorsport’.
 
Em 2019, durante o fim de semana do GP da Alemanha, Mick teve a chance de pilotar a Ferrari F2004, o carro com o qual Michael Schumacher alcançou o épico heptacampeonato mundial. Uma conquista que o filho passou a compreender ainda mais depois de ocupar o cockpit que pertenceu ao pai. “Definitivamente. O que ele fez foi excepcional. Eu vejo isso mais e mais todos os dias”.
Mick Schumacher esteve no centro das atenções em 2019 (Foto: AFP)
Sobre comparações, inevitáveis, Schumacher filho não tem preocupações. “Elas não me incomodam. Pelo contrário: meu pai é meu modelo. Ele estava onde eu queria estar. Ele nunca parava de se questionar e ficava cada vez melhor”, disse.
 
Neste ano, Mick passou a dividir seu tempo entre as pistas, a casa onde a família mora — em Gland, na Suíça — e o cotidiano em Maranello, onde moram os pilotos da Academia da Ferrari. Na cidadezinha italiana, Schumacher teve a chance de entender um pouco mais da rotina da maior e mais tradicional equipe da F1.
 
“Muito interessante. O mais divertido foi andar pela fábrica da F1 e conhecer todo o processo: como é construído um câmbio, a montagem de um volante e tudo o que acaba por tornar um carro de corrida completo. Isso me fascinou muito”, descreveu.
 
Entre seu dia-a-dia em Maranello, Mick tornou-se habitué do Ristorante Montana, conhecido por receber vários pilotos da Ferrari ao longo da história. Entre os vários quadros expostos no restaurante, Mamma Rosella, a famosa cozinheira do estabelecimento, está ao lado de nomes como Felipe Massa, Fernando Alonso e, claro, Michael Schumacher.
Mick Schumacher pilotou a F2004 do heptacampeonato conquistado pelo pai em 2004 (Foto: AFP)
Mick revelou o prato preferido quando tem a chance de ir ao Montana. “Principalmente macarrão. Sempre o melhor e o mais saboroso”.
 
Ao longo da temporada, por conta dos calendários conjuntos da F1 e da F2, Mick Schumacher teve a chance de conviver mais de perto com Sebastian Vettel. E, sempre que aproveita, o jovem alemão aproveita para trocar ideias com o tetracampeão mundial. “Quando temos tempo, sim. É sempre difícil, claro, porque os pilotos têm um cronograma apertado, Sebastian mais do que eu. Mas quando o fazemos, falamos sobre corrida, claro, mas também sobre assuntos particulares. Sempre há uma ou outra dica. Sou muito grato por isso”.
 
Mick nunca escondeu o sonho de pilotar pela Ferrari. Sonho que foi parcialmente realizado com os testes realizados com o carro atual de F1 neste ano no Bahrein, além da chance de pilotar a F2004 de Michael em Hockenheim. No fim das contas, toda a trajetória do pai pela escuderia italiana moveu o imaginário do piloto, que defende a Prema na F2.
 
Schumacher filho definiu assim o papel da Ferrari na sua infância. “Grande. 90% das minhas coisas eram vermelhas e cheias de símbolos da Ferrari”. E assim sendo, é natural que o sonho de adulto de Mick seja representar a escuderia de Maranello na Fórmula 1. “Sim. No fim das contas, cresci com esse sonho de sentar naquele carro vermelho. E esse sonho continua”, contou.
Mick Schumacher não esconde o sonho de pilotar pela Ferrari no Mundial de F1 (Foto: Ferrari)
Por fim, Mick Schumacher deixou claro que procura tirar dos ombros a pressão por ser o nome alemão para o futuro da F1. Com a saída de Nico Hülkenberg do grid para 2020, apenas um piloto do país vai correr no Mundial no ano que vem: Vettel. Mas o herdeiro de Schumacher prefere não pensar muito a respeito.
 
“Francamente, não sinto isso. Eu me divirto muito no automobilismo e me concentro 100% nisso. No entanto, sou extremamente grato pelo apoio e energia que recebo dos fãs”, concluiu.

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