F1

FOTO: Mick Schumacher pilota Ferrari do heptacampeonato do pai na Alemanha

Momento de emoção antes do treino classificatório do GP da Alemanha. Mick Schumacher assumiu o volante da Ferrari F2004 que consagrou o pai, Michael Schumacher, como heptacampeão mundial de F1, na tarde deste sábado

Grande Prêmio / Redação GP, de Sumaré
Pouco depois do fim do terceiro treino livre do GP da Alemanha, o público nas arquibancadas teve a chance de ver um Schumacher acelerando a Ferrari F2004. Mick Schumacher, filho de Michael, o maior campeão da história da F1, fez uma exibiçãode três voltas no circuito de Hockenheim a bordo do carro que levou o pai à conquista do seu sétimo título mundial. Na tarde deste sábado (27), o jovem piloto, que faz seu primeiro ano na F2, fez os fãs recordarem mais uma vez a trajetória de sucesso do pai.
 
A F2004 foi um dos carros mais vencedores da F1. Ao todo, naquela temporada de 2004, Schumacher alcançou nada menos que 13 vitórias e oito poles. A performance o levou a garantir o heptacampeonato de forma antecipada no GP da Bélgica, o 14º de 18 GPs do campeonato.

Ao fim de uma marcante experiência, Schumacher filho revelou que se sentiu bastante ansioso e vibrou com a chance de pilotar o carro de Michael. “Eu só queria sair e queria pilotar. Obviamente, tive de esperar, mesmo em frente à saída do pit-lane, mas foi como uma tortura. Eu só queria ver as luzes se apagarem e sair. Saindo do pit-lane e entrando no pit-lane, nunca perdi o sorriso. Esteve sempre no meu rosto. Mesmo quando travei [os pneus], estava sorrindo. Foi muito legal!”.

“Foi ótimo! Foi incrível poder pilotar o carro aqui, especialmente. Era o assento do meu pai e me adaptei perfeitamente. Então tudo isso ficou ainda mais incrível”, descreveu.
Mick Schumacher pilota a Ferrari que consagrou o pai como heptacampeão (Foto: F2)
Mick, de apenas 20 anos, representa o sobrenome Schumacher nas pistas há alguns anos. O piloto faz em 2019 sua temporada de estreia na Fórmula 2 pela equipe Prema Powerteam. Schumacher, que em 2019 tornou-se um dos pilotos da Academia da Ferrari, tem o quarto lugar na segunda corrida no Red Bull Ring como melhor resultado até agora, ocupando a 14ª colocação no campeonato, que é liderado por Nyck de Vries. A F2 volta com a rodada dupla de Hungaroring, no próximo fim de semana.

Acostumado aos carros da F2, Mick Schumacher já teve a chance de pilotar carros de gerações distintas da F1. No ano passado, pilotou, em Spa-Francorchamps, o Benetton B194 com o qual o pai conquistou seu primeiro título. Neste ano, participou de uma sessão de testes convidado tanto pela Alfa Romeo como pela Ferrari, no Bahrein, acelerando carros atuais. E agora, neste sábado, uma outra geração de carros com um modelo de 2004.

“Pude notar como eles estavam separados por dez anos, como os de 1994 e 2004, e obviamente o de 2019. No geral, acho que o desenvolvimento entre 1994 e 2004 foi grande e agora, novamente, houve um passo ainda maior. Conseguir pilotar um V10 e sentir como ele se comportou e soou foi algo muito especial”, disse, ressaltando o ronco do motor aspirado, em cenário bem diferente do que é visto na F1 atual.
 
“As pessoas me perguntaram se eu pude ouvi-las, mas disse que o motor V10 estava um pouco alto, então foi difícil”, finalizou.

Michael Schumacher, por sua vez, segue lutando pela vida depois que sofreu o grave acidente na estação de esqui de Méribel, nos Alpes Franceses, em 29 de dezembro de 2013. Desde então, as informações sobre seu estado de saúde são raríssimas por decisão da família e da empresária, Sabine Kehm, que preferem manter a privacidade sobre as condições do heptacampeão, que vive na Suíça. 
Mick Schumacher (Foto: AFP)
Poucas pessoas próximas à família se pronunciam para falar sobre Schumacher. Uma delas é Jean Todt, seu chefe de equipe nos tempos de Ferrari. Na última delas, o atual presidente da FIA se limitou a dizer que Schumacher “está muito bem amparado e continua lutando”.
 
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