Com três equipes brasileiras, F1 in Schools chega à decisão em Abu Dhabi

Abu Dhabi, sua fase final. Ao todo, são 55 equipes de 22 países que vão competir na decisão nos Emirados Árabes. Dentre os times brasileiros, o Seven Speed, do Sesi da Bahia, Brazilian Six e Mercury, do Colégio Vértice, de São Paulo, vão participar da fase final

A partir desta terça-feira (26), a 17ª edição do F1 in Schools chega à sua fase final em Abu Dhabi, que também vai ser o palco da etapa derradeira da temporada 2019 do Mundial de F1. O F1 in Schools é um projeto educacional chancelado pela própria categoria e que consiste na construção de uma microempresa capaz de atuar no ambiente de carros de competição. Não é somente um projeto de engenharia, uma vez que alunos do ensino fundamental e médio, entre 9 e 19 anos, lapidam seus talentos em atividades que vão desde o planejamento estratégico e financeiro ao trabalho de marketing e gestão das equipes.
 
Nesta edição, 55 equipes de 22 países chegam à fase final, sendo três integralmente brasileiras: a Seven Speed, do Sesi da Bahia; e a Brazilian Six e a Mercury, oriundas do Colégio Vértice, de São Paulo. Outros três estudantes do Vértice compõem uma outra equipe, internacional, chamada Hydra, com outros três estudantes de uma escola mexicana.
 
Ao todo, cerca de 270 estudantes vão fazer parte da fase final do F1 in Schools, com a decisão tendo início no sábado e sendo completada com uma competição mata-mata envolvendo 24 equipes. A premiação vai ser realizada em um jantar de gala na curva 1 do circuito de Yas Marina.
Equipe Hydra, com três estudantes brasileiros, disputa final em Abu Dhabi (Foto: Divulgação)
O mata-mata já reserva um confronto envolvendo estudantes brasileiros entre a equipe Brazilian Six e a Hydra.
 
Dentre as tarefas está o desenvolvimento de soluções para carros miniatura movidos a ar comprimido por meio do software CAD/CAM, bem como o projeto, análise, fabricação, testes e a competição por si só em carros feitos a partir de blocos de modelos de F1. 
Equipe brasileira Brazilian Six no estande em Abu Dhabi (Foto: Divulgação)
A meta do projeto é incentivar o empreendedorismo e ampliar percepções da ciência, tecnologia, engenharia e matemática, criando um ambiente de aprendizado empolgante para os jovens, além de ampliar todos os horizontes a respeito de carreiras em engenharia e a F1 como um todo. A avaliação é realizada em todos os aspectos como modelagem do carro, pesquisa dos materiais, prospecção de patrocínio e confecção do estande, seguindo os parâmetros estabelecidos pela F1.
 
O projeto F1 in Schools chegou ao Brasil em 2014, tendo como primeira equipe nacional sendo formada por alunos do Colégio Bandeirantes, tendo o nome de Força Canindé, em homenagem à arara. O Brasil levou o prêmio de melhor país estreante. Em 2016, o país venceu o prêmio de ‘Melhor Momento da Semana’.
Equipe Seven Speed com exposição do estande em Abu Dhabi (Foto: Divulgação)
E em 2018, em Singapura, a equipe B.E.S.T., de Bauru, venceu um prêmio especial da Red Bull por ter conseguido se colocar em 14º dentre 50 carros mesmo contando apenas com componentes sem nenhuma consultoria de um adulto com conhecimento avançado de química e física. 

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