Com vaga em xeque, Giovinazzi ganha defesa da Ferrari: “Precisa ter apoio”

A permanência de Romain Grosjean na Haas coloca Nico Hülkenberg como concorrente direto de Antonio Giovinazzi na Alfa Romeo. O piloto italiano, no entanto, ganhou um cabo eleitoral importante para sua continuidade na equipe ítalo-suíça: a Ferrari, por meio de Mattia Binotto

A notícia da renovação de Romain Grosjean com a Haas para 2020 colocou em dúvida o futuro de Nico Hülkenberg na F1. Dispensado da Renault e agora preterido pela equipe norte-americana, o alemão de 32 anos tem poucas opções para seguir no Mundial no ano que vem. A mais plausível delas é a Alfa Romeo, que tem Kimi Räikkönen com contrato garantido para mais uma temporada, mas Antonio Giovinazzi com o futuro incerto. Ciente de que o italiano também não está assegurado, a Ferrari partiu em sua defesa. Giovinazzi é oriundo da Academia de Pilotos da Ferrari.
 
Em entrevista à revista britânica ‘Autosport’ nesta quinta-feira (19), em Singapura, Mattia Binotto entende que Giovinazzi precisa se sentir confiante para poder evoluir. Depois de 14 GPs na sua temporada de estreia na F1, o italiano soma apenas 3 pontos, contra 31 do seu companheiro de equipe, ficando só à frente de Robert Kubica, da Williams. Em classificações neste ano, seu melhor grid foi o sétimo lugar no GP da Áustria.
 
No GP da Bélgica, Giovinazzi caminhava para marcar mais dois pontos, pelo menos, mas cometeu um erro na última volta quando estava em nono lugar. Binotto lembrou o revés em Spa-Francorchamps, mas deposita sua confiança nas capacidades do pupilo.
Antonio Giovinazzi ganhou o apoio da Ferrari para seguir na Alfa Romeo (Foto: Alfa Romeo)

“Houve um erro na Bélgica que, sem dúvida, o puniu, mas ele estava nos pontos e isso se confirmou com o top-10 também em Monza. Antonio está crescendo, mas ele também precisa ter o apoio que ele merece”, comentou o dirigente.

 
“No momento, não acho que ele está tranquilo como deveria, então acho que é certo fazê-lo sentir a confiança da Ferrari, ele é um dos nossos pilotos. Agora Antonio tem corridas importantes pela frente, nas quais ele pode confirmar seu crescimento”, disse. “Não é um teste, mas é uma oportunidade de provar o que ele já mostrou nas últimas corridas”, completou.
 
Na visão do ítalo-suíço, Giovinazzi ainda não conseguiu exibir uma performance totalmente convincente, mas entende que o italiano tem muita margem para melhora. 
 
“Nesta temporada ele ainda não teve a oportunidade para mostrar todo o seu potencial, mas há muitos aspectos para levar em conta. O primeiro, e acho que o mais importante, é relacionado aos dois anos de inatividade na pista”, considerou.
 
“Nós temos visto o quanto a performance de Antonio melhorou progressivamente em classificação, muito perto da performance de Kimi, enquanto na corrida ele ainda deve algo, especialmente [nas disputas] roda a roda. Acho que isso é devido à falta de confiança que pode estar ligada a esses dois anos de ausência forçada, mas o que realmente importa é a tendência positiva”, apostou Binotto.
 
Contudo, de acordo com a revista alemã ‘Auto Motor und Sport’, “a Alfa Romeo não está contente com Giovinazzi”. Segundo o jornalista Michael Schmidt, é muito possível que a equipe coloque Marcus Ericsson ao volante do C38 em alguns treinos livres depois do GP de Singapura para fazer comparações com Antonio. E, caso a performance do italiano não convencer, a opção por Hülkenberg passa a se tornar muito real.
 
“É possível que Giovinazzi perca o cockpit neste ano. A equipe não está muito entusiasmada com ele. Os donos suecos [da equipe] talvez, depois da última corrida da Indy, que coincide com o GP de Singapura, nas últimas provas da temporada da F1 deixem Marcus pilotar para ter uma comparação com Giovinazzi”, completou.

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