Como decisões dos comissários geram mais dúvidas do que certezas na Fórmula 1?

Depois de Lewis Hamilton, foi a vez de Max Verstappen salvar a FIA de virar foco das discussões por conta de lambança feita entre sábado e domingo no Catar. Uma hora, eles não estarão lá para salvar a entidade

VERSTAPPEN TEM MATCH-POINT CONTRA HAMILTON + LEGADO DE FRANK WILLIAMS NA F1 | Paddock GP #270

O GP do Catar de 2021 teve um resultado até comum para a Fórmula 1 em 2021. Lewis Hamilton foi primeiro, com Max Verstappen em segundo. Os dois ocuparam estas posições, independente da ordem, em 12 das 20 provas disputadas neste campeonato, provando que são dois postulantes muito merecedores do título. E mais uma vez, é um dos dois que resgata a FIA de aumentar polêmicas e discussões completamente chatas.

Hamilton salvou a FIA no Brasil ao vencer o GP de São Paulo apesar de Verstappen merecer uma punição por forçar o oponente para fora da pista. Agora, foi a vez de Max tirar boa parte dos holofotes com o segundo lugar no Catar, já que teve de superar uma punição por infringir bandeiras amarelas na fase final da classificação, que fez o líder do Mundial largar em sétimo.

A punição foi justa, não há discussão sobre. Max melhora o próprio tempo enquanto Pierre Gasly se arrasta com um carro quebrado na pista, mas todo o processo em Losail dá razão para qualquer reclamação que parta de Max ou da Red Bull. Por que o painel do piloto e o conteúdo gráfico da transmissão da televisão oscilou entre as cores verde e amarela? Por que tanta demora em mostrar o que houve com Gasly? Por qual a razão a amarela não permaneceu acionada apesar de ter um incidente claro na pista?

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Apesar da punição, Max Verstappen conseguiu sair do sétimo lugar pata terminar em segundo no Catar (Foto: Red Bull Content Pool)

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E a falha de Verstappen não pareceu tão clara aos comissários da FIA no Catar, mesmo observando as melhoras de tempo de Max e Valtteri Bottas sob período de bandeira amarela. Uma investigação sobre o caso foi iniciada apenas duas horas depois do término da classificação. Fãs com acesso à câmera do holandês já tinham notado a potencial infração. Como algo que pode ter uma influência tão grande em uma disputa de título correu risco de passar despercebido?

E o erro das bandeiras da direção de prova certamente influenciou na lambança final da FIA no Catar: a punição de Verstappen saiu com menos de duas horas para a largada da corrida. A demora pode ser justificada pela dificuldade de entender se Max melhorou o próprio tempo em bandeira amarela, ou não, já que o próprio painel do piloto e as sinalizações da direção de prova eram confusas.

A situação foi tão caótica que até Ferrari e Mercedes alinharam os carros de forma errada no grid, já que Valtteri Bottas também foi punido e a ordem dos carros não foi deixada de forma clara por quem comandava as ações.

De sétimo, Verstappen se recuperou bem. Largou de forma excelente, contou com um carro ótimo e uma forcinha da AlphaTauri para rapidamente ser alçado ao segundo lugar, a posição em que permaneceu toda a corrida, sem uma chance realista de atacar Hamilton, mas era o lugar onde pertencia. A FIA, mais uma vez, escapa de virar holofote de discussão de uma das melhores temporadas dos últimos anos. Uma hora, Lewis e Max não estarão ali para salvá-la.

Não é qualquer disputa em jogo na Fórmula 1 2021. É de um título mundial, uma história a ser escrita. Correr riscos com posturas tão frouxas, pouco claras e que dão margem de reclamação de qualquer lado geram mais dúvidas do que certezas entre o que é possível e o que não é na F1.

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