Como dominante Mercedes viu ADUO cravar Red Bull como motor referência da F1

Enquanto a Mercedes domina amplamente a F1 2026, com vitórias em todas as corridas e lideranças nos dois campeonatos, a Red Bull foi eleita referência do grid em termos de motor pelo ADUO. Como isso é possível?

O domingo (7) do GP de Mônaco foi tomado por uma bomba no paddock de Monte Carlo, com um documento da FIA endereçado às equipes contendo os resultados preliminares do ADUO. E os rumores que indicavam surpresas na lista se confirmaram, com o motor da Red Bull-Ford considerado a referência do pelotão — o que renderá uma atualização à Mercedes e duas às demais montadoras da Fórmula 1. Mas como as Flechas de Prata, vencedoras de absolutamente todas as seis etapas da categoria em 2026, não ficaram com o primeiro lugar?

Primeiramente, é importante explicar o que é o ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização, em português). Introduzido na atual temporada, o mecanismo foi pensado pela FIA para impedir que montadoras ficassem muito para trás no início de um novo ciclo de regras; desta forma, concede benesses em forma de atualizações ou descontos no teto de gastos para equilibrar as forças.

Montadoras que estejam até 2% atrás do motor considerado referência podem introduzir uma atualização em 2026 e outra em 2027. Caso esse déficit seja de 4% ou mais, duas atualizações em cada temporada são permitidas. Com o domínio da Mercedes no início da temporada 2026, contudo, o ADUO também passou a ser visto pelas rivais — principalmente a Ferrari — como forma de recuperar terreno e se aproximar dos alemães.

Além disso, um atraso entre 2% e 4% permite um gasto extra de US$ 3 milhões (R$ 15,5 milhões); entre 4% e 6%, US$ 4,65 milhões (R$ 24 milhões); entre 6% e 8%, US$ 6,35 milhões (R$ 32,8 milhões); e acima de 8%, US$ 8 milhões (R$ 41,3 milhões).

Dito isso, a medição (que não teve os parâmetros divulgados pela FIA, como forma de evitar manipulações) determinou que o motor desenvolvido pela Red Bull em parceria com a Ford é a grande referência do grid no momento. A Mercedes vem atrás, o que a garante no grupo dos 2%, enquanto Ferrari, Audi e Honda foram consideradas ainda mais atrasadas e ficam entre as que recebem mais atualizações. O resultado ainda não é oficial, vale destacar, mas até o britânico Lewis Hamilton comentou o assunto e confirmou a informação sobre a ordem.

A dúvida que fica, então, é: como a Mercedes, dominante em 2026, não ficou na primeira colocação no ADUO? Por uma questão técnica fundamental do mecanismo: a análise se dá apenas sobre o Motor de Combustão Interna (ICE, em inglês), excluindo a parte elétrica — e por consequência, itens como a bateria, o sistema de ERS e a própria eficiência energética do carros em termos de regeneração.

Motor da Red Bull é a referência da F1 neste momento (Foto: Red Bull Content Pool)

Ou seja, a principal força da Mercedes reside justamente em um ponto não levado em consideração pelo ADUO, a capacidade de regenerar energia e trabalhar o sistema elétrico de forma mais eficiente que as rivais. É por este mesmo motivo que a Red Bull, apesar da primeira posição na lista, sofre: além de um chassi problemático, o time austríaco tem dificuldades maiores na parte elétrica, o que inclusive deve gerar mais dores de cabeça no futuro — já que será a única montadora sem direito a uma atualização.

Por fim, vale explicar: ainda que só analise o motor de combustão interna, o ADUO permite que as atualizações sejam aplicadas em diversas áreas da unidade de potência além do próprio ICE: ERS, MGU-K, turbocompressor, exaustor e outras possibilidades estão incluídas entre as permissões.

O que não vale, por outro lado, é acumular atualizações. Ou seja, as vantagens recebidas pelas montadoras precisam ser utilizadas nas janelas em que foram concedidas; no caso da Mercedes, por exemplo, uma em 2026 e outra em 2027. Caso não sejam feitas no prazo, as equipes perdem o direito.

Fórmula 1 volta neste fim de semana, de 12 a 14 de junho, com o GP da Catalunha, sétima etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO E EM TEMPO REALalém de classificação e corrida em SEGUNDA TELA no YouTube, em parceria com a Voz do Esporte. O Briefing chega para analisar após o fim de cada dia de atividades nas redes sociais e na GPTV.

Além da cobertura completa das atividades, o GRANDE PRÊMIO também estará IN LOCO em Barcelona com o repórter Leonid Kliuev.

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SessãoBRA*CBVPOR
ANG
MOZ
Treino livre 108:3010:3012:3013:30
Treino livre 212:0014:0016:0017:00
Treino livre 307:3009:3011:3012:30
Classificação11:0013:0015:0016:00
Corrida10:0012:0014:0015:00

*Horário de Brasília

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