Como está sendo conduzida a nebulosa questão dos direitos de transmissão da F1

Victor Martins, Evelyn Guimarães e Flavio Gomes abordaram as negociações da Liberty Media pelos direitos de transmissão da Fórmula 1 no Brasil com o consórcio Rio Motorsports, marcado recentemente pelo calote dado à Dorna para a exibição da MotoGP nos canais Fox Sports

Como explicar o fato de o consórcio que recentemente aplicou um calote na Dorna — empresa que promove e organiza o Mundial de Motovelocidade — para a exibição da MotoGP nos canais Fox Sports pode estar tão próxima ao Liberty Media, a ponto de anunciar, dias atrás, acordo para ter os direitos de transmissão da Fórmula 1 nos próximos cinco anos? No Briefing logo após o GP da Rússia do último domingo (27), Victor Martins, Evelyn Guimarães e Flavio Gomes abordaram a negociação misteriosa e estranha entre a empresa que gere a principal categoria e o consórcio Rio Motorsports.

A empresa liderada por JR Pereira é a mesma que almeja construir, na Floresta de Camboatá, em Deodoro, o autódromo para que seja possível levar de volta o GP do Brasil de Fórmula 1 ao Rio de Janeiro. A origem do dinheiro para a construção do autódromo, orçado em cerca de R$ 800 milhões, é ocultada pelo empresário.

Os jornalistas do GRANDE PRÊMIO explicaram por que a Globo não renovou contrato com o Liberty Media e as emissoras com potencial para transmitir o Mundial de Fórmula 1 a partir de 2021. SBT? Band? Cultura? Quem poderia exibir a categoria em TV aberta a partir do ano que vem? E em quais condições?

Gomes externou preocupação sobre a ingenuidade do Liberty Media frente à questão: “Não entendo exatamente o que está acontecendo. Não entendo como a Fórmula 1 cai no conto do Rio Motorsports. É um consórcio criado há pouquíssimo tempo, que ganhou uma concorrência suspeitíssima para construir um autódromo onde não pode construir, com um dinheiro que ninguém sabe de onde vai vir, que deu um calote na MotoGP e que agora se diz dono dos direitos de transmissão da Fórmula 1 para o Brasil porque ninguém mais se interessou”.

Assista ao debate completo abaixo:

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Os maiores pilotos da Fórmula 1 por aproveitamento

Lewis Hamilton é o maior piloto da história da Fórmula 1? Ou é Michael Schumacher? Ah, já sei, é o Ayrton Senna? Ok, nessas horas sempre vem aquele que diz que “vocês dizem isso porque nunca viram Juan Manuel Fangio ou Jim Clark correrem”. A verdade é que tudo isso é relativo. Por isso, que tal olhar para os números da F1 de uma forma diferente, pelo aproveitamento?

Claro que nem assim os números, sempre frios, entregam toda a verdade. Há a percepção humana, o envolvimento do público, o que cada um fez além das pistas e, obviamente, as diferenças entre carros e campeonatos das mais diversas épocas. Olhar porcentagens em vez de números absolutos pode, claro, atenuar distorções causadas por épocas em que se corrida muito menos que hoje – mas eleva, também, pilotos que por algum motivo correram muito pouco, entre outas questões.

Michael Schumacher é um exemplo clássico: o alemão, após se aposentar, retornou para a F1 e fez mais três temporadas pela Mercedes. Sem vitórias e com um único pódio, tal período fez com que o aproveitamento do heptacampeão caísse, ainda que sem afetar seus números absolutos.

Além disso, campões que morreram jovens podem ter sido privados de conquistar mais vitórias e títulos, mas também não passaram pelo mesmo período de fim de carreira de campeões como Schumacher, Kimi Räikkönen e Fernando Alonso, apenas para citar três recentes.

Dito isso, vamos aos aproveitamentos da Fórmula 1 neste top 10 especial, em números contabilizados até o último GP de Eifel de 2020.

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