Ricciardo minimiza críticas e brinca sobre 8 vitórias na F1: “Não corri na Mercedes”
Daniel Ricciardo brincou sobre o domínio da equipe alemã nas últimas oito temporadas disputadas na Fórmula 1, mas ressaltou que, embora tenha só oito vitórias, já deu provas de que é um piloto capaz de estar na categoria
Ainda que não tenha um título, Daniel Ricciardo sabe que tem uma carreira a ser respeitada na Fórmula 1. Na Espanha, o piloto da McLaren se tornou o australiano com maior número de GPs disputados na história da categoria, superando o compatriota Mark Webber. Já são 217 corridas realizadas, e na opinião do dono do carro #3, não há nada mais a ser provado, por mais que ainda questionem as apenas oito vitórias conquistadas em toda a sua carreira.
Sobre isso, aliás, a resposta é imediata: “Acho que é por não ter estado na Mercedes de 2014 a 2020, provavelmente!”, brincou Ricciardo em entrevista ao site holandês RacingNews365.com. O australiano, no entanto, explicou que essa é uma daquelas situações em que apenas a vontade do piloto não faz diferença.
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“Talvez eu tivesse talento para vencer mais umas 20 corridas, que fosse. Uma opinião, apenas. Mas há muito mais no esporte e, provavelmente, este é o esporte menos divergente que existe, então é simples. É o tempo, é sobre acertar tudo no dia, ter a estratégia, ter sorte ou qualquer outra coisa”, acrescentou, dizendo ainda que não é uma pessoa ligada a estatísticas.
“Não olho para as oito [vitórias] e [penso] ‘Cara, deveria ser 15 ou algo assim’. Se isso dissesse algo sobre um título mundial, aí eu olharia para essa estatística. Mas não gosto muito de números”, continuou o australiano.
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A última vez que Ricciardo subiu ao lugar mais alto do pódio foi no GP da Itália de 2021. De lá para cá, o melhor resultado foi na corrida seguinte, na Rússia, quando cruzou a linha de chegada em quarto. Mas o experiente piloto prefere olhar de maneira positiva para as oito vitórias que possui. “Alguns pilotos nem chegaram ao pódio, como [Nico] Hülkenberg”, lembrou.
“Você sempre pode escolher dizer ‘Cara, olhe para [Lewis] Hamilton’, como também pode olhar para trás e [pensar] ‘Bem, olhe para Hülkenberg’. É assim que as coisas são. Já fiz o suficiente na F1 para que as pessoas saibam que sou um piloto capaz e tal”, salientou o australiano.
Em baixa na McLaren por conta do desempenho muito distante do apresentado pelo companheiro de equipe, Lando Norris, Ricciardo lida com um futuro incerto. E ele entende que até mesmo a permanência na F1 é algo que depende muito dele próprio.
“Quero continuar por mais alguns anos, mas não há garantia”, admitiu o piloto de 32 anos. “Não tenho dez contratos sobre a mesa, então é algo que também está em minhas mãos, e não apenas pelo meu desejo, mas, claro, pela minha competitividade”, concluiu.
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