Dennis afirma que transformação da F1 passa pelas equipes: “Precisam se reinventar”

Dono da McLaren declarou que está promovendo uma profunda reestruturação em sua equipe e espera que o processo resulte em dividendos para o Mundial de F1 — e espera que as concorrentes façam o mesmo

Ron Dennis espera que a reestruturação pela qual a McLaren está passando em 2014 tenha efeitos além dos muros da suntuosa fábrica de Woking. O britânico acredita que a F1 precisa se reinventar, mas que esse processo também depende das equipes que disputam o Mundial — e diz que está tentando fazer a sua parte.

Dennis avalia que é importante melhorar a interação da categoria com as novas formas de comunicação, visto que os números de audiência das TVs estão em declínio. Ao mesmo tempo, pensa que a F1 representa a modalidade que vem conseguindo resistir melhor a esse período difícil.

Ron Dennis falou da necessidade de mudança que existe na F1 (Foto: Getty Images)

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O dirigente, contudo, não se limitou a falar de audiência televisiva. Ressaltou que há muitos outros elementos na equação, como as fracas vendas de ingressos para algumas corridas. E falou que é preciso aprender a partir de outros exemplos de reformulações que registraram sucesso.

“As equipes de F1 precisam se reinventar. Você não pode esperar que os outros o façam, então estamos fazendo do nosso jeito e esperançosamente vamos contribuir construtivamente com a F1, pois temos de mudar”, afirmou. “O modelo que temos é um modelo que aprimoramos ao longo dos anos, e a evolução nem sempre é uma boa forma de seguir em frente. Podemos abraçar a mudança e promovê-la, ou ignorá-la por conta e risco.”

“Se você analisar a televisão, caiu entre 40% e 45% em tudo, e a F1 se segurou muito melhor do que muitos outros esportes, mas, na verdade, os números estão caindo, então é analisar o porquê e então fazer algo baseado nos fatos”, disse.

Comentou, então, a respeito do público nos autódromos. “Como podemos ir para Silverstone e para a Áustria com a casa completamente cheia, e então ir para a Alemanha e estar pela metade. Há de haver uma razão. Todos podemos achar, mas não é muito científico. Precisamos realmente entender porque essas coisas acontecem. São os preços? Os heróis nacionais? Seja o que for, temos de resolver, e minha visão é começar mudando a McLaren, pois podemos contribuir para o futuro da F1 e forma muito produtiva”, assegurou.

Dennis afirmou que a F1 não pode ser egocêntrica ao ponto de pensar que “só tem de televisionar a corrida”. Opinou que ter mais informações na tela e um relacionamento mais profundo com o público mais jovem são fatores “absolutamente necessários”.



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