Diferente da Mercedes, Ferrari segue sem saber o que fazer com carro forte
A Ferrari convence, mas não vence – ao menos não tanto quanto poderia. A mesma equipe que anima com uma reação no segundo semestre voltou a ficar devendo ao não conseguir transformar vantagem em vitórias na Rússia e no Japão

A situação é quase oposta à da Mercedes, equipe que domina a Fórmula 1 desde 2014. Mesmo com a aproximação da Ferrari de 2017 para cá, os alemães mantiveram a compostura e seguiram aproveitando oportunidades. Lewis Hamilton consegue vencer de dois jeitos: quando tem o melhor carro e quando não tem, com resultados que por vezes nos fazem pensar que caíram do céu. Isso não acontece com Charles Leclerc e Sebastian Vettel, que só parecem capazes de ir ao alto do pódio quando tudo dá certo. O fã ferrarista se acostumou a ver corridas com temor do começo ao fim, sabendo que até mesmo as batidas das asas de uma borboleta podem causar o maior dos furacões.

Na próxima briga pelo título, que esperamos ter a Ferrari mais ameaçadora do que na atual, ainda vai ser importante vencer sempre que possível. Perder tempo com indecisão sobre ordem de equipe ou com largadas ruins fica proibido. 2017 e 2018, anos em que os italianos tinham carro para ser campeão, devem servir de aprendizado: seja por falhas mecânicas ou por erros de um certo Vettel, a Mercedes conseguiu capitalizar mesmo quando claramente não tinha um carro tão bom assim. E, num cenário em que a Red Bull esteja mais forte, Max Verstappen entra na lista de pilotos que podem bater a carteira dos italianos.
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